Coordenadores dos programas de aids do Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai, Chile e Bolívia, encerram, na manhã desta quinta-feira, em Foz do Iguaçu, a 1ª Oficina Internacional "Aids nas Regiões de Fronteira nos Países do Mercosul, Bolívia e Chile, promovida pelo Ministério da Saúde/ Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/Aids).
Eles aprovaram documento que propõe uma política conjunta para o enfrentamento da aids nos municípios de fronteira. Ficou estabelecido que os países vão fazer ações solidárias e articuladas nas áreas de assistência, prevenção, tratamento e redução de danos. Não importa de que lado a pessoa vive, ela receberá o mesmo tratamento. Uma preocupação é evitar a transmissão vertical (de mãe para filho) e a transmissão por uso de droga injetável.
Durante três dias, os especialistas debateram as principais causas do aumento das transmissões do HIV nas regiões limítrofes. O aumento da epidemia nessas regiões foi superior a 96% nos últimos anos, chegando a uma média de até 600% em municípios como Cáceres, Uruguaiana, Chapecó e Cascavel.