Maior operadora de telefonia celular do país, a Vivo acumula prejuízo líquido de R$ 869,3 milhões de janeiro a setembro deste ano, mais do que o dobro do resultado do mesmo período de 2005, que ficou negativo em R$ 330,7 milhões. Considerando apenas o terceiro trimestre, o prejuízo da empresa foi de R$ 196,9 milhões, bem menor do que no segundo trimestre (R$ 493,1 milhões), mas superior ao de igual intervalo do ano passado (R$ 120,1 milhões).
O resultado, embora negativo, foi melhor do que o esperado pelos investidores e, na manhã desta sexta-feira, as ações da operadora dispararam, com uma subida de quase 5% na Bovespa.
- O resultado foi positivo para a empresa, acima do que o mercado estava esperando. A empresa vem perdendo clientes cosistentemente, mas isso não é uma grande novidade. Operacionalmente foi bem - disse um analista do Unibanco.
O total de assinantes da Vivo caiu 0,4% em relação ao terceiro do trimestre do ano passado, de 28,840 milhões usuários para 28,726 milhões. A queda ocorreu principalmente por conta da redução no serviço pós-pago, que caiu de 5,650 milhões assinantes para 5,244 milhões. No serviço pré-pago, a base de usuários aumentou 1,3%, de 23,190 milhões para 23,482 milhões.
No final do primeiro semestre, a Vivo já havia informado que decidiu realizar uma redução na base de clientes, com a eliminação das linhas que permaneceram inativas mesmo depois de tentativas de reativação. Algumas linhas estavam inativas por fraudes e outras tinham débitos com a companhia.