Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

Vivendi considera 'razoável' o preço que pagou pela operadora GVT

Quarta, 09 de Setembro de 2009 às 09:29, por: CdB

A oferta da Vivendi pela operadora brasileira GVT, de US$ 5,4 bilhões, tem um preço razoável, afirmou o presidente do grupo francês de mídia e telecomunicações nesta quarta-feira.

– O acordo vai nos permitir entrar em um país promissor a um preço muito razoável – afirmou Jean-Bernard Levy, à agência inglesa de notícias Reuters.

Ele afirmou ainda que o acordo para levar a operadora brasileira não vai mudar a política do grupo de dividendos ou colocar em risco o rating de crédito BBB.

– Não faremos nenhum investimento no Brasil ou em outra parte que coloque esses fatores em risco – afirmou ele.

A Vivendi revelou no final da terça-feira uma oferta amigável pela GVT, mas Levy evitou dar mais detalhes financeiros sobre a operação. As ações da Vivendi operavam em queda de 2,35% às 8h (horário de Brasília), enquanto a bolsa de Paris exibia valorização de 0,2%.

Novos mercados

O grupo francês Vivendi anunciou, pela manhã, um acordo com os acionistas controladores da GVT para comprar a companhia brasileira de telecomunicações, com a intenção de desembolsar US$ 5,4 bilhões por 100% do capital da empresa. O valor proposto por ação, de R$ 42, representa um prêmio de quase 16% sobre o preço de fechamento dos papéis na Bovespa na terça-feira.

Em comunicado, a Vivendi informou que pretende lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) pelas ações da GVT no mercado, sob determinadas condições a serem cumpridas até 16 de outubro. Uma delas é a eliminação de um mecanismo para evitar ofertas hostis de compra que está no estatuto da GVT. Os controladores da empresa brasileira já concordaram em apoiar a mudança do estatuto, para permitir a aquisição da companhia pelo grupo francês de comunicações e entretenimento.

O estatuto da GVT estabelece que, em caso de OPA, o preço de compra de cada ação da empresa não poderá ser inferior a 125% da cotação mais alta do papel nos últimos 12 meses. Com base apenas no histórico de cotações deste ano, esse valor superaria com folga os R$ 42 oferecidos pela Vivendi. Se o negócio for adiante, a expectativa é que a OPA ocorra até o final deste ano. Conforme a Vivendi, Shaul Shani e Amos Genish continuarão como presidente do Conselho e presidente-executivo da GVT.

"A Vivendi e a GVT irão capitalizar suas respectivas forças para permitir que a GVT continue a acelerar seu crescimento. A experiência da Vivendi em conteúdo dará suporte aos planos da GVT de entrar em novos mercados", disse o grupo francês.

A GVT foi constituída em setembro de 1999, com sede em Curitiba, no Paraná. A empresa encerrou junho com cerca de 2,3 milhões de linhas em serviço, incluindo voz, banda larga, dados e serviços de voz sobre Protocolo de Internet (VoIP, na sigla em inglês).

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