Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Vivência espiritual

Segunda, 19 de Julho de 2004 às 11:37, por: CdB

A estória que vou contar data de muitos anos atrás e envolve meus primeiros contatos com aquele que hoje é um forte mentor espiritual de meu trabalho de vidência, o Dr.João Fernandes, da corrente médica do espaço. Conheci D. Miquelina, médium do Dr.João Fernandes, na década de 80 e estive muitas vezes em sua casa para assistir aos trabalhos espirituais. Aí aprendi muita coisa e tomei conhecimento de estórias verdadeiramente interessantes, que não ouso negar, pois presenciei a maioria delas.

Sempre que ia às reuniões de D. Miquelina e seu grupo espírita, na zona norte de São Paulo, eu encontrava um casal simpático que era trazido pelo filho, um homem um pouco quieto e nada efusivo, que apenas ouvia com respeito as palestras espirituais. Com o tempo tomei conhecimento do que havia ocorrido com essa família.

O pai desse homem sofria de uma doença que demandava uma cirurgia e foi encaminhado a um hospital para fazer o pré-operatório. Os dias se passavam e nada da situação do doente se resolver. Em todas as vezes a operação era adiada para o dia seguinte, e ele continuava internado. Com o pai no hospital, a mãe se mantinha vindo todas as tardes à presença do Dr.João Fernandes para pedir proteção e ajuda.

Assim se passaram mais de quinze dias. O filho já apresentava sinais de impaciência e começava a não entender de que valia ir ao encontro espírita diário, se não observava nenhuma melhoria ou solução para que a cirurgia do pai se realizasse. Ele começou a ficar bravo com a mãe e só continuava a levá-la aos encontros por respeito a ela, embora sua fé estivesse abalada.

É isso que eu penso: muitas vezes o ser humano não compreende as circunstâncias espirituais e parte para julgamentos falhos ou apressados. Foi o que aconteceu com o rapaz que já não esperava mais nada das sessões espirituais, até que numa tarde ele foi chamado com urgência, pois o pai estava sendo encaminhado para a sala de cirurgia naquele momento. O filho saiu muito apressado do edifício em que trabalhava, chamado Joelma.

Talvez tenha sido ele a última pessoa a sair com vida antes do pavoroso incêndio que destruiu o Joelma e todos que ali estavam. O Dr.João Fernandes nada comentou ou cobrou, pois o moço envergonhado percebeu de um só lance que a cirurgia do pai sofrera tal atraso justamente para protegê-lo do incêndio do qual ele foi salvo. As estórias que envolvem o Dr.João Fernandes são muitas e todas fornecem sabedoria.

Tags:
Edições digital e impressa