A professora Rita de Cássia, viúva do professor Carlos Mota, morto há três anos por um ex-aluno do Centro de Ensino Fundamental Lago Oeste (DF), cobrou há pouco mais investimentos em educação, principalmente na capacitação de professores e na infraestrutura das escolas. Ela não acredita que a escola seja violenta. "A sociedade é que é violenta e não dá oportunidade para os jovens", lamentou.
Rita citou ainda o problema da evasão escolar. "De 100 crianças matriculadas no primeiro ano, apenas 51 terminam o ensino fundamental ", afirmou, lembrando que muitos alunos têm de trabalhar para ajudar a família.
A professora participa de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias que discute soluções para a violência nas escolas.
Segurança
O subcomandante do Batalhão Escolar do Distrito Federal, Valtenio Antonio de Olivera, explicou que o órgão promove palestras para orientar alunos e professores, além de fazer o policiamento próximo aos colégios. "A principal forma de fazer a segurança das escolas é estabelecer canais de comunicação", disse.
A audiência ocorre no Plenário 1.
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