O Ano Novo chegou à Austrália com fogos de artifício, mas somente após um minuto de silêncio em respeito às vítimas do maremoto na Ásia. Na Europa, muitas festas foram canceladas devido à tragédia, que deixou vítimas em vários países.
Sydney, a primeira grande capital a iniciar as celebrações de Ano Novo [que aconteceu às 11h desta sexta-feira, no horário de Brasília]. Cerca de 1 milhão de pessoas estavam nas ruas.
Outros países pediram às pessoas que se lembrem das vítimas na Ásia, e doem dinheiro para as agências de ajuda humanitária.
O maremoto, que aconteceu no domingo (26), atingiu oito países asiáticos e três africanos. Ao menos 120 mil pessoas morreram devido às ondas de mais dez metros de altura, que afetaram a costa dos países. Estima-se que esse número possa chegar a 124 mil, segundo agências internacionais.
Silêncio antes da festa
A chegada do ano Ano Novo em Sydey foi marcada por uma explosão colorida de fogos de artifício e o minuto de silêncio para as vítimas da Ásia, que foi acompanhado por TVs de todo o mundo. Horas antes, um navio australiano iniciava sua viagem com destino à Província de Aceh, na Indonésia, o país mais afetado maremoto: 80 mil pessoas foram mortas na região.
No Sri Lanka, a presidente Chandrika Kumaratunga cancelou todas as comemorações de Ano Novo. O país, que também foi afetado pelo maremoto, teve ao menos 28.508 mortos.
Em Singapura, o primeiro-ministro Lee Hsien Loong também cancelou qualquer celebração do Ano Novo. Um minuto de silêncio foi feito por todas as redes de TV antes da meia-noite.
Na cidade de Istambul, na Turquia, o show e a queima de fogos em comemoração ao Ano Novo foram cancelados, em respeito aos mortos na Ásia. O país já foi palco de um desastre natural em 1999, quando um terremoto matou ao menos 18 mil pessoas no noroeste do país.
Suécia, Noruega, Finlândia e Alemanha planejam hastear bandeiras a meio-mastro na celebração do Ano Novo, para demarcar o respeito às vítimas do maremoto.
Na França, as árvores da avenida Champs Elysees, a mais famosa de Paris, e tradicional local de comemoração do Ano Novo pelos parisienses, foram cobertas de negro em sinal de luto.
Várias cidades italianas cancelaram as festividades de Ano Novo e enviaram dinheiro às vítimas da tragédia na Ásia.