Rio de Janeiro, 06 de Maio de 2026

Vistoria constata sumiço de ascarel em prédio do Into no Rio

Uma vistoria realizada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta terça-feira, constatou o desaparecimento de 9 mil litros de ascarel do prédio onde vai funcionar a sede do Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (Into). (Leia Mais)

Terça, 27 de Setembro de 2005 às 19:53, por: CdB

Uma vistoria realizada pela Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), nesta terça-feira, constatou o desaparecimento de 9 mil litros de ascarel do prédio onde vai funcionar a sede do Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (Into). A substância, usada como lubrificante de geradores de energia elétrica, é cancerígena.

A comissão investiga a hipótese de roubo e de um eventual vazamento do produto para a Baía de Guanabara.

- Esse fato pode se transformar na pior crise ambiental do Rio de Janeiro - definiu o deputado estadual Carlos Minc (PT).

Para receber a sede do Into, o prédio - que fica na zona portuária da cidade e onde já funcionou o Jornal do Brasil - passou por uma vistoria da Defesa Civil, que constatou a presença de substâncias químicas suspeitas. Antes que fosse encaminhada à Fundação Estadual de Engenharia do Meio-Ambiente (Feema) uma solicitação para avaliar os produtos encontrados, uma denúncia anônima, na semana passada, provocou uma vistoria da Fundação no local. Ficou comprovada a existência de resíduos de ascarel nos reservatórios do prédio. O uso da substância é proibido no Brasil desde a Constituição de 1988.

De acordo com Minc, ainda há 2 mil litros no local. Ele disse acreditar que ladrões tenham esvaziado os geradores, onde a substância era armazenada, para roubar fios de cobre. E podem ter levado o óleo também.

- Só uma quadrilha especializada seria capaz de entrar no prédio, abrir os transformadores e esvaziar os reservatórios daquela maneira. Essa operação deve ter durado dois ou três dias - afirmou Minc. Ele informou ainda que foram roubados 16 mil quilos de fios de cobre que estavam mergulhados nos reservatórios dos geradores.

O diretor do Into, Sérgio Côrtes, disse que o prédio deve ser interditado para uma avaliação completa. E que ainda serão realizadas licitações para as futuras obras, que só devem começar em 2006.

- A nossa maior preocupação, no momento, é reduzir ao máximo o risco ambiental que esse roubo possa gerar - afirmou Côrtes. A vistoria da Comissão do Legislativo foi realizada em conjunto com a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), que enviou técnicos para coletar amostras da substância.

Tags:
Edições digital e impressa