O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, provocou protestos ao visitar um polêmico santuário em Tóquio que homenageia mortos da Segunda Guerra Mundial. Entre os 2,5 milhões de pessoas mortas na guerra homenageadas no santuário Yasukuni estão 14 criminosos condenados.
Esta foi a sexta visita de Koizumi ao local durante seu mandato como premiê, mas foi a primeira realizada no aniversário da rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial. O governo chinês afirmou que a atitude de Koizumi ofendia as vítimas asiáticas da guerra. A Coréia do Sul também disse que estava "profundamente decepcionada".
Muitos países vizinhos ao Japão acreditam que o santuário glorifica o passado militarista do país e que visitas de líderes japoneses ao local mostram que o Japão ainda tem de aceitar as atrocidades feitas no passado.
Koizumi - que deixa o cargo de premiê no próximo mês - defendeu suas visitas.
- Eu vou lá para lembrar e refletir sobre as guerras passadas e renovar a nossa decisão de nunca ir à guerra novamente - disse.
- Eu não vou para justificar a guerra passada ou glorificar o militarismo - insistiu o primeiro-ministro japonês.