Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Virgílio não é candidato do PT, é um petista candidato, diz Greenhalgh

Quinta, 10 de Fevereiro de 2005 às 13:07, por: CdB

O candidato oficial do PT à presidência da Câmara dos Deputados, Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), desqualificou hoje a candidatura avulsa do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG). "Você (Virgílio) não é o candidato do PT, é um petista candidato", afirmou o parlamentar paulista. Para Greenhalgh, Guimarães está associado às pessoas que mais se opõem ao governo. Ele disse que não sabe como o equilíbrio federativo poderá ser obtido com a candidatura avulsa do parlamentar.

Durante debate organizado pela rádio CBN, Greenhalgh afirmou que o presidente da Câmara deve dialogar com todos, mas criticou as relações políticas de Virgílio com o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho.

- Estranhei a relação que se estabeleceu entre o governador Garotinho e você -  disse Greenhalgh ao deputado.

Greenhalgh afirmou ter conversado com o ex-governador sobre a questão orçamentária do Rio de Janeiro, mas em nenhum momento, permitiu que Garotinho fizesse críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Em nenhum momento, eu permiti que ele dissesse que o governo do presidente Lula é o inimigo número um do Rio de Janeiro e que o ministro José Dirceu é o inimigo número dois.

Ressaltou que jamais se associaria a Garotinho, abrindo espaço para que ele fizesse críticas ao governo.

- Esse tipo de conduta não serve à construção da democracia - disse, criticando a atitude de Virgílio.

O deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) afirmou que não gostaria de ter o voto do ex-governador, que não pode ser considerado exemplo do que há de melhor na política brasileira.

- Eu não procurei o governador Garotinho e não gostaria de ter o voto, embora da oposição, de candidato do governador. Acho que ele não representa o que tem de melhor exemplo na política brasileira - ressaltou.

Virgílio lembrou que chegou a retirar sua candidatura em dezembro, durante reunião da bancada do PT, porque as regras não eram claras e voltou a candidatar-se durante o processo eleitoral. "Me retirei da possibilidade de indicação pela bancada. Me inscrevi como candidato, como prerrogativa do meu mandato. Isso é defendido pelo meu partido". O deputado mineiro afirmou que sua candidatura representa um equilíbrio federativo e acrescentou que as mudanças de regras no processo eleitoral possibilitaram reuniões de facções com votos fiscalizados dentro do PT.

Os candidatos avulsos Severino Cavalcanti (PP-PE) e Jair Bolsonaro (PFL-RJ) não foram convidados para participar do debate. A eleição para a Mesa Diretora da Câmara será no dia 14 de fevereiro, quando os 513 deputados vão eleger os 11 integrantes da Mesa, entre eles, o presidente, que vai comandar a Câmara pelos próximos dois anos.

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