Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Violonista Mário Eugênio lança seu terceiro CD

Quinta, 06 de Janeiro de 2005 às 13:42, por: CdB

Admirador de Pixinguinha, que considera um dos maiores músicos do Brasil, o violonista paulista Mário Eugênio ainda é uma novidade para o grande público, apesar de já ter lançado dois discos instrumentais que tiveram boas críticas e vendas mo-destas. Mas isso não o desestimula. Tanto assim que ele está colocando no mercado seu terceiro trabalho, Sonoridade, e resolveu sair em campo para mostrá-lo a um maior número possível de pessoas interessadas em ouvir a batida de seu violão.

O disco, gravado no Estúdio Angels, em São Paulo, reúne nove canções entre as quais Lugar Comum (João Donato), Berimbau (Baden Powel), Insensatez (Tom Jobim), Ingênuo (Pixinguinha/Benedito Lacerda) e Saudade da Bahia (Dorival Caymmi).

- Eu ensaiei bastante tempo e gravei o disco em apenas dois dias. No primeiro fiz cinco músicas, no segundo quatro. É um disco sem truques e sem retoques no qual eu me acompanho apenas do violão, sem outro instrumento. Eu costumo dizer que faço uma dupla com Deus: sou seu acompanhante - brinca o artista.

Para escolher o repertório, Mário Eugênio disse ter sido guiado por sua inspiração: - Gravei músicas que eu gosto, costumo ouvir em casa e que têm a ver com a minha alma de músico, porque assim eu passo uma verdade.

Autodidata, Mário Eugênio começou a tocar com 6 anos, em meio a uma família de músicos - todos os seus 11 irmãos tocam violão.

- Minha técnica é totalmente fora da técnica acadêmica e ela se amoldou à minha maneira de tocar - explica.

Nascido na capital paulista, Mário Eugênio, hoje com 45 anos, lançou seu primeiro disco, Toque Brasil, em 1998, pelo selo Eldorado. No trabalho de estréia gravou músicas de Villa-Lobos, João Bosco e, entre outros, Pixinguinha - "nunca deixo de gravá-lo porque ele é meu ídolo".

- Foi um disco bem aceito pela crítica, mas eu não pude fazer uma grande divulgação - lamenta. O segundo, batizado de In Concert, foi feito em 2000, em parceria com o bandolinista Milton de Mori, com um repertório repleto de choros - alguns inéditos e outros releituras de chorinhos conhecidos como Doce de Coco (Jacob do Bandolim) e Primeiro Amor (Patápio Silva).

Apesar das dificuldades inerentes a quem faz música instrumental no Brasil e de ainda não ter sidoi descoberto pela grande mídia, Mário Eugênio não perde o bom humor:

- Por incrível que pareça eu vivo de música. Às vezes toco sozinho, com meu grupo de chorinho, ou acompanho algum outro artista. Ainda não trabalhei com nenhum medalhão.

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