Um soldado israelense e dois militantes palestinos foram mortos em Gaza nesta terça-feira, nos combates mais intensos na região desde a morte de Yasser Arafat. Atiradores do Hamas detonaram uma bomba escondida em um galinheiro onde soldados realizavam buscas e depois abriram fogo, matando um deles e ferindo outros quatro.
Forças israelenses que procuravam os agressores acabaram matando dois militantes da Jihad Islâmica e ferindo diversos transeuntes. A emboscada do Hamas acontece no momento em que o ex-primeiro ministro moderado Mahmoud Abbas concentra esforços para convencer os militantes a aceitar um cessar-fogo antes da eleição de 9 de janeiro.
- Calma não pode ser conquistada com o custo do sangue palestino - afirmou um porta-voz do Hamas.
Pesquisas mostram Abbas, favorito de Israel e dos EUA como potencial negociador da paz, em uma disputa acirrada com Marwan Barghouthi, líder do levante palestino preso há mais de dois anos em uma cadeia israelense.
A retomada da violência também pode complicar os esforços do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, de costurar um governo de "união" para dar prosseguimento a seu plano de retirada dos assentamentos da Faixa de Gaza, até o final do próximo ano. Nacionalistas e religiosos dizem que a retirada de Gaza seria uma recompensa ao "terror palestino".