Novo estudo sobre a violência sexual no país africano revela cerca de 400 mil vítimas anuais.
Margot Wallström
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
As Nações Unidas saudaram nesta quinta-feira, a publicação de uma nova pesquisa sobre violência sexual, na República Democrática do Congo, RD Congo.
Em reação ao estudo, efetuado pelo boletim norte-americano American Journal for Public Health, a representante do Secretário-Geral da ONU sobre Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström, afirmou que a iniciativa constitui uma "luz importante e de valor na exposição das causas do fenômeno."
Incidentes Diários
A pesquisa aponta que o número de estupros na RD Congo é 26 vezes superior ao anteriormente reportado. De acordo com a publicação, 400 mil mulheres são anualmente são vítimas de violência sexual, equivalente a 1152 incidentes diários.
A representante ressalta que o estudo cobre a violência sexual, incluindo intimidação e violência íntima entre parceiros, complementando a abordagem da violência sexual em situações de conflito e pós-conflito feita pelo escritório da ONU.
Militares
De acordo com a representante, as violações são geralmente usadas como armas de guerra ou cometidas por atores militares.
Wallström frisou que apesar de terem sido revelados números maiores, "ainda é a ponta do iceberg dos estupros ocorridos atualmente, sendo os conflitos relativos à violência sexual os maiores obstáculos na RD Congo."
*Apresentação: Yara Costa, da Rádio ONU em Nova York.