Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Violência é avistada de dentro dos quartéis no Rio

Segunda, 22 de Outubro de 2007 às 08:02, por: CdB

Episódios nas vizinhanças de quartéis estão servindo de estopim para as Forças Armadas apressarem a conclusão dos estudos sobre a ação militar da União em relação à violência urbana que acua a população civil e (por que não?) militar no Rio. No Centro de Instrução Almirante Alexandrino, na Penha, sentinela de uma das sete guaritas cuja visão permite ver a movimentação dos bandidos na favela Kelsons observou que traficantes iriam executar um desafeto. Avisou aos superiores, e o oficial de serviço ordenou que o sentinela se limitasse a ficar no posto. Atrás de explicações, na semana seguinte o soldado relatou o fato a outro superior com patente acima da do oficial de plantão no dia.

No bairro dos Bancários, na Ilha do Governador, bandidos da favela da Pixuna começaram a assaltar marinheiros na saída do quartel da Divisão Anfíbia. No local, trechos obstruídos com vans e Kombis do transporte coletivo dificultam a circulação de viaturas da Marinha. Diante disso, passou a circular na unidade que o comando estaria estudando fechar o portão de acesso à Pixuna.

A percepção para quem soube das duas histórias é que a lei e a ordem estão ameaçadas nas vizinhanças dos quartéis. Com esse mote, cresce no governo o número de defensores de mudanças no estatuto jurídico nacional para permitir, em áreas como as citadas, intervenção semelhante à das tropas brasileiras no Haiti. O maior deles é o próprio ministro da Defesa, Nelson Jobim.

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