A violência e as ameaças do grupo terrorista basco ETA custaram à Espanha US$ 11 bilhões na última década, informa um relatório divulgado nesta terça-feira pelo jornal El Pais. O estudo, comissionado por um juiz da Alta Corte, calculou o custo extra de segurança, seguro, indenização de vítimas e prisão de membros do ETA. Esses gastos somaram cerca de US$ 5,9 bilhões entre 1994 e 2003, estimou.
Além desse valor, o relatório levou em conta o custo do fechamento da usina nuclear de Lemoni, que nunca foi finalizada por causa de uma série de ataques do ETA, que culminaram com um tiro em um engenheiro que trabalhava no projeto. O relatório foi elaborado pelo juiz Baltasar Garzon, que tenta estabelecer a responsabilidade civil do partido político radical basco Batasuna, acusado de ser o braço político do ETA e proibido por não condenar a violência do ETA.
O jornal El Pais disse que obteve uma cópia do relatório. Autoridades da Alta Corte não estavam disponíveis para comentar.
O ETA matou mais de 800 pessoas desde 1968 em campanha pela independência da Espanha e da França. Apesar de não cometer assassinatos há 18 meses, o grupo foi o responsável por cinco atentados a bomba em dezembro e é acusado de outro ataque com explosivos a um alojamento da Guarda Civil, em Zaragoza.