Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Violência ameaça extração de petróleo saudita

Quinta, 17 de Junho de 2004 às 06:46, por: CdB

No deserto da Arábia Saudita, uma plataforma de petróleo foi abandonada porque engenheiros ocidentais partiram depois dos violentos ataques de ativistas contra estrangeiros ocorridos no país, o maior exportador do combustível no mundo.

Apesar de a partida dos engenheiros não ameaçar a capacidade dos sauditas de extrair cerca de 9 milhões de barris por dia, serve como sinal de alerta sobre a possibilidade de a continuada violência atrapalhar essas atividades.

"Algumas pessoas não vão voltar, não importa quanto paguemos de salário", afirmou Peter, um engenheiro cujo nome verdadeiro foi alterado a pedido dele. A menos que a segurança seja melhorada de forma dramática, haverá um êxodo de mão-de-obra altamente qualificada. E, ao final, haverá um impacto no planejamento de longo prazo da extração."

Peter ainda continua trabalhando nas proximidades de alguns poços, mas alega que seus colegas deixaram as instalações e o país, insatisfeitos com os riscos a que se vêem submetidos.
Os profissionais mais experientes trabalham para três empresas: a Schlumberger, a Halliburton Sperry-Sun e a Baker Hughes, que dominam a tecnologia de extração horizontal, usada em quase todos os poços terrestres da Arábia Saudita.

Atualmente, eles recebem mais de 750 dólares por dia. O pagamento aumentou em 100 dólares depois dos ataques contra estrangeiros nas cidades de Yanbu e Khobar. "O petróleo está aqui. Mas alguns poços estão diminuindo a produção e precisamos tirar o petróleo rápido para mantê-los em funcionamento", disse Peter. "É por isso que estamos aqui."

A Arábia Saudita vem menosprezando o problema e dizendo que sua dependência da mão-de-obra estrangeira não é tão grande quanto se pensa. "A Saudi Aramco acredita que todas as empresas contratadas continuarão a prover seus valiosos serviços", disse Mustafa Jalali, vice-presidente da Saudi Arambo Affairs.

O vice-ministro do país para o Petróleo, Ali Al Naimi, rejeitou recentemente a tese de que a partida dos funcionários estrangeiros afetaria as operações de extração. "Há uma ilusão de que, se 10% dos estrangeiros partirem, a produção do reinado será afetada. Isso é um engano", afirmou.

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