O especialista Jefferson Drezett do Ipas - organização internacional especializada em saúde reprodutiva e direito das mulheres - lamentou que somente 50% dos países da América Latina permitam o aborto por violação; além disso, de maneira limitada e às vezes impossível de exercer. Na plenária sobre anticoncepção de emergência e violência, primeira conferência deste tipo na América Latina, Drezett informou que também é possível prevenir uma infecção de HIV ou de outras doenças sexualmente transmissíveis se, no atendimento de emergência, a paciente também receber retrovirais. Essas ações de prevenção para mulheres violadas são produto da ciência e do conhecimento, explicou; no entanto, são os governos os responsáveis para colocarem esse sistema em funcionamento. Falou também que, em muitos países, como Peru, foi aprovada a anticoncepção de emergência, mas que não se promove, não se faz nada para colocar o medicamento nos hospitais públicos. O especialista sustentou que, somente na cidade de São Paulo, ocorrem 42 mil violações anuais e é possível proteger mais ou menos umas mil mulheres com risco de engravidarem. Igualmente os estudos mostram que mais de duas mil mulheres foram protegidas contra o HIV com retrovirais tomados durante as 72 horas seguintes depois de uma violação sexual. No Equador, no dia 30 de setembro último, foi aprovado um instrumento para que o Estado abasteça com esses comprimidos os lugares onde são feitas as denúncias. Nesse país, a anticoncepção de emergência é legal e acessível. Falta ainda informação entre a população e as mulheres para que saibam como usar.
Violação de mulheres leva a 600 mil gravidezes por ano na América Latina
O especialista Jefferson Drezett do Ipas - orga-nização internacional es-pecializada em saúde reprodutiva e direito das mulheres - lamentou que somente 50% dos países da América Latina permitam o aborto por violação; além disso, de maneira limitada e às vezes impossível de exercer. (Leia Mais)
Terça, 22 de Outubro de 2002 às 14:37, por: CdB