“Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...” Dessa forma cantamos, aclamamos e declaramos nosso patriotismo. Mas, será que esquecemos desse sentimento quando escolhemos um vinho?
Até que momento nosso preconceito nos impede de apostar nos viticultores brasileiros, cheio de garra e determinação, (que não estão sendo reconhecidos pelo próprio sistema tributário nacional, que espreme em impostos o fruto da vide, fermentando a falta de oportunidade), que andam pelo mundo afora, mostrando nosso vinho, fazendo a diferença, exportando, surpreendendo o mercado internacional com qualidade?
Nosso vinho é produzido com tecnologia de ponta, adquirida em feiras internacionais, buscando com isso aprimorar a técnica de fabricação do vinho unido ao talento do brasileiro. Infelizmente o próprio povo discrimina o vinho nacional. Geralmente é muito normal dizer não, declarando com toda soberba dos enochatos, que os importados são muito melhores.
Somos bons em tudo que fazemos, inclusive em vinhos e espumantes, grappa e brandy.Vá a Portugal e peça um vinho francês, ou na Itália e peça um bom vinho português e na magnífica França procure degustar um bom vinho espanhol. Observe que cada país tradicional, do Velho Mundo, não abre mão do seu produto nacional, seu vinho é muito importante, marca o orgulho desses paises. Inclusive em países chamados de Novo Mundo (Austrália, USA, Chile, Argentina) também há a preferência para seu produto nacional.
Atualmente, o Brasil é um dos paises com a maior variedade de vinhos importados do mundo todo. As cartas de vinho dos restaurantes dos pólos gastronômicas do Brasil são fartas de opções internacionais e muitas vezes o somellier sequer sabe citar um bom vinho nacional, preso a elegância de discorrer sobre um vinho importado.
É de grande relevância o conhecimento do produto nacional, para que possamos entender o que anda acontecendo aqui na terrinha. Uma boa dica para entrar de vez e fazer a diferença é a Avaliação Nacional de Vinhos.
Desde 1993, a Associação Brasileira de Enologia – ABE, realiza em Bento Gonçalves (RS), a Avaliação Nacional de Vinhos. Embora siga um regulamento formal, A Avaliação Nacional de Vinhos não é um concurso. De caráter educativo, o evento tem a finalidade de promover o vinho brasileiro e divulgar práticas da degustação e apreciação dos vinhos, sendo o único do gênero em todo o mundo. O estímulo ao resultado do trabalho dos enólogos está presente a cada ano, dando oportunidade aos participantes de comparar as safras, além do desenvolvimento de técnicas de degustação, praticadas por experts internacionais. A cada amostra de vinhos apresentada, todos os participantes registram numa ficha individual suas sensações visuais, olfativas e gustativas (sensações organolépticas), podendo, em seguida, compará-las com a média das pontuações determinadas pelos 16 degustadores convidados.
Nessa edição, a XV Avaliação Nacional de Vinhos, foram inscritos 260 vinhos e 61 vinícolas. Os trabalhos de coleta das amostras já foram concluídos, a Avaliação destes vinhos foi realizada por grupo de degustadores formado por mais de 75 enólogos de todo o Brasil, indicados pela diretoria da ABE (Associação Brasileira de Enologia).
A degustação de seleção iniciou no dia 06 de agosto, estendeu-se até o dia 24 do mesmo mês, no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho. Os vinhos foram degustados e classificados utilizando-se a ficha de avaliação e critérios da Organization Internacional de la Vigne et du Vin (OIV) e Union Internationale dês Oenologues (UIOE). O resultado será divulgado somente no dia 29 de setembro, quando os participantes degustarão as 16 amostras selecionadas entre os 30% mais representativos da Safra 2007. Serão vinhos brancos finos secos aromáticos, brancos finos secos não aromáticos, rosé, tintos finos secos, tintos finos secos jovens e base para espumante. (liqueur de expedit
Rio de Janeiro, 14 de Fevereiro de 2026
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