O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Pequim (Bocog) anunciou nesta quinta-feira que a construção da vila olímpica será feita por um consórcio privado, a Corporação de Desenvolvimento e Investimento em Construção Urbana. De acordo com o comunicado do Bocog, o Estado não gastará um centavo na construção da vila olímpica, cujo custo aproximado é de 400 milhões de dólares.
A vila olímpica, cujas obras começarão no próximo ano, abrigará mais de 16 mil pessoas, entre atletas e dirigentes. Além disso, a vila terá um centro de comunicações com capacidade para 10 mil jornalistas, a 10 km do centro de Pequim. Com esta decisão, o Bocog pretende encontrar um equilíbrio no orçamento entre o investimento público (estádio de atletismo, piscina, velódromo e pavilhão de tiro) e privado (vila olímpica e infra-estruturas).
A vila, que ocupará uma área de 27,5 hectares, também terá 1.800 apartamentos de luxo, os quais serão colocados à venda após os Jogos Olímpicos. Seguindo as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI), os projetistas reservaram 900 hectares a um lago artificial e 680 a um parque urbano. O Bocog anunciou também que a construção das quatro principais instalações esportivas olímpicas - estádio de atletismo, piscina, velódromo e pavilhão de tiro - começará em dezembro.