Rio de Janeiro, 19 de Abril de 2026

Vigilantes enfrentam a polícia na porta do Souza Aguiar

O Sindicato dos Vigilantes realizou, na manhã desta segunda-feira, uma manifestação em frente ao Hospital Souza Aguiar, pela volta dos 1,5 mil vigilantes que trabalhavam na rede municipal de saúde e foram dispensados a pedido do prefeito Cesar Maia. (Leia Mais)

Segunda, 03 de Abril de 2006 às 09:34, por: CdB

O Sindicato dos Vigilantes realizou, na manhã desta segunda-feira, uma manifestação em frente ao Hospital Souza Aguiar, pela volta dos 1,5 mil vigilantes que trabalhavam na rede municipal de saúde e foram dispensados a pedido do prefeito Cesar Maia. Houve confronto entre os manifestantes e a Polícia Militar, que atualmente faz a segurança dos hospitais públicos do Municíio e uma série de dentenções. A PM não teria deixado que sindicalistas colocassem faixas e cartazes, ou estacionassem o carro de som em frente ao hospital. A pedido do sindicato, a Polícia Federal determinou que a prefeitura afastasse os porteiros que ocupavam o lugar dos vigilantes, dispensados no início do ano, e a prefeitura do Rio pediu apoio à PM.

Os porteiros não fazem mais a segurança na entrada dos principais hospitais públicos desde sexta-feira, e os vigilantes não foram reintegrados as suas funções. O sindicato alega que a administração municipal colocou a PM e a Guarda Municipal no lugar, o que desrespeita a Lei Federal 7.102 de 1983, que regulamenta a atividade de segurança privada no país.

Segundo o sindicato, esta alteração promovida na última semana promove a insegurança no atendimento nos hospitais e postos de atendimento médico e de saúde, além de colocar em risco a vida de médicos e pacientes.

O impasse entre a prefeitura e as empresas de vigilância ocorreu ainda no início do ano, quando os vigilantes foram dispensados. No lugar dos vigilantes, a prefeitura contratou porteiros e vigias, através de empresas terceirizadas. Para o sindicato da categoria, a substituição foi um artifício para reduzir custos, uma vez que o piso salarial dos vigilantes é de R$ 626,49 e o dos porteiros, R$ 413. Os trabalhadores dispensados não receberam o pagamento de dezembro e o 13º salário, além das verbas rescisórias. O sindicato alerta ainda que a dívida do prefeito Cesar Maia com as empresas de segurança está em torno de R$ 18 milhões.

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