A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual da Saúde e o Ministério Público do Espírito Santo determinaram o recolhimento de todo o estoque de água mineral engarrafada e distribuída por 12 empresas capixabas com data até quinta-feira. Ao todo, são 14 marcas de água mineral.
Uma fiscalização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) mostrou que as empresas não vinham respeitando as condições ideais de captação e processamento de água. A determinação é que a partir desta sexta-feira o estoque começe a ser renovado, já com água produzida dentro dos padrões exigidos.
A medida faz parte do termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado pelos órgãos com as empresas na tarde de quinta-feira e atinge 14 marcas: Paraju, Ingá, Avita, Campinho, Iate, Pedra Azul, Nova Esperança, Acqua Reale, Dupote, Xuap, Linhágua, Calogi, Uai e Açaí.
Segundo o promotor Saint Clair Júnior, a multa por descumprimento do acordo é de R$ 87 mil. Entre os problemas apontados pelo DNPM e pelo Ministério Público estão a falhas na rotulagem, irregularidades com fontes e até problemas de higiene.
—Há falhas desde a captação até o processamento, água não reconhecida como mineral, más práticas sanitárias e de higiene, reaproveitamento incorreto do vasilhame, fosso de água correndo ao lado de fonte etc —, afirmou o promotor.
De acordo com ele, mesmo que os exames não apontem contaminação da água, as práticas adotadas pelas empresas estão fora dos padrões.
— Independente da qualidade da água, a observância dessas condições a torna inadequada para o consumo. Ela é imprópria para o consumo mesmo se não estiver contaminada, até porque, se estivesse, seria um problema de saúde pública —, disse.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde, a análise preliminar de seis marcas capixabas mostrou que elas não apresentavam sinais de contaminação e estavam aptas para o consumo. São elas: Pedra Azul, Uai, Xuap, Dupote, Acqua Reale e Campinho.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Bebidas do Espírito Santo, Ademar Antônio Bragatto, que representa as empresas de água, ressaltou que, “até o momento, não há nenhum caso de água contaminada”.
O presidente do sindicato afirmou que as empresas estão em “pleno acordo” com o recolhimento dos produtos para “esclarecer e tranqüilizar a população”.
Vigilância Sanitária recolhe 14 marcas de água no ES
Sexta, 23 de Novembro de 2007 às 14:43, por: CdB