Com o aumento da procura, a Vigilância Sanitária ampliou o atendimento nas unidades de zoonoses e medicina veterinária, para atender a toda a demanda
Por Redação, com ARN - do Rio de Janeiro:
A Vigilância Sanitária atendeu 3.253 casos de esporotricose em 2015. De janeiro a julho, foram 1.107 novos casos; de agosto a dezembro, 2.146. Um aumento provocado pela campanha “Esporotricose, um risco para seu gato e para você”, lançada no começo do segundo semestre, que informou à população carioca os riscos que o fungo poderia causar a gatos e cães. Em 2016, até o momento, foram registrados 249 casos.
Com o aumento da procura, a Vigilância Sanitária ampliou o atendimento nas unidades de zoonoses e medicina veterinária, para atender a toda a demanda. Foi implantado o serviço de atendimento veterinário no Instituto de Zoonoses Paulo Dacorso Filho (IPDF), já que antes de agosto era feito somente no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (IJV). No IPDF havia apenas a distribuição de medicamentos, com a apresentação da receita, e a identificação da suspeita da doença em animais abandonados.
A Vigilância Sanitária atendeu 3.253 casos de esporotricose em 2015
Hoje, as duas unidades contam com um serviço de atendimento veterinário gratuito e exclusivo para esporotricose, que consiste no exame do animal, encaminhamento de material para análise em laboratório, fornecimento do medicamento, orientação para o tratamento em casa, castração e monitoramento para o dono do animal não esquecer as datas de retorno às unidades. Além dos animais levados pelos donos, as unidades também tratam daqueles abandonados nas ruas.
A esporotricose é um tipo grave de fungo que ataca gatos, em sua maioria, e é transmitida para os humanos, provocando lesões graves na pele. A contaminação ocorre através do contato das garras do animal com material orgânico em decomposição contaminado, como cascas de árvores, palhas, farpas, espinhos e o solo. Com o fungo instalado, o gato transmite a doença através de arranhões, mordidas e contato direto com a pele lesionada.
Nos gatos, a doença pode ser mortal.Já nos seres humanos tem cura, mas pode provocar lesões gravíssimas na pele. Nos animais, devem ser observados alguns sinais, como feridas no rosto e nos membros. As feridas são profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam progredir para o resto do corpo. A perda de apetite, apatia, emagrecimento, espirros e secreção nasal também são manifestações da doença.
Nos seres humanos, a manifestação começa com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente, aparecem nas mãos, nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de pequenos nódulos ou feridas. Também podem aparecer dores nas articulações e febre.
O risco de morte nos gatos diminui se a doença for diagnosticada no início. Portanto, o ideal é procurar um veterinário assim que houver algum sinal, principalmente no focinho. O IPDF e a IJV atendem esses casos. O primeiro fica no Largo do Bodegão, 150, em Santa Cruz. Já a unidade de medicina veterinária fica na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 1.120, em São Cristóvão.
A Vigilância Sanitária também alerta para o aparecimento de feridas em cachorros, que apresentam um número baixo de contaminação. Caso a lesão seja observada na pele humana, é necessário ir a uma unidade municipal de saúde. O órgão reforça que a doença tem cura e tratamento gratuito, e que não se deve abandonar animais com suspeita da doença. Além de ser ilegal, o abandono pode provocar a transmissão para outros animais.
Além disso, é importante ressaltar que, caso o animal venha a óbito, a destinação sanitária adequada é a cremação. Se o animal for enterrado, o solo pode ser contaminado.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.