Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Vigilância sanitária confirma primeira morte por gripe A no Rio

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira a primeira morte por gripe A (conhecida também como gripe suína), no Estado, este ano. A vítima é um paciente do município de Araruama, na Região dos Lagos Fluminense, cuja morte foi confirmada na sexta-feira.

Quarta, 20 de Agosto de 2014 às 09:11, por: CdB
gripeasauderio.jpg
De acordo com dados da Superintendência Estadual de Vigilância Epidemiológica, este ano, foram registrados mais quatro casos
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira a primeira morte por gripe A (conhecida também como gripe suína), no Estado, este ano. A vítima é um paciente do município de Araruama, na Região dos Lagos Fluminense, cuja morte foi confirmada na sexta-feira. De acordo com dados da Superintendência Estadual de Vigilância Epidemiológica, este ano, foram registrados mais quatro casos de síndrome respiratória aguda decorrentes da gripe A. No ano passado, foram 42 casos, que resultaram em nove mortes. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a gripe A não é mais grave do que outros tipos de gripe causadas pelo vírus Influenza. Apesar disso, ao perceber sintomas como febre alta, coriza, tosse e dor no corpo, os pacientes devem procurar atendimento médico.

Mutirão de cirurgias

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) iniciou nesta terça-feira  mutirão de cirurgias que irá beneficiar, ao longo da semana, 36 pacientes com diferentes problemas na coluna, como escoliose, doenças degenerativas e fratura.  O trabalho prosseguirá até sexta-feira. O diretor-geral do Into,  João Matheus Guimarães, destacou, em entrevista à Agência Brasil, que a instituição tem uma alta demanda reprimida de pacientes que procuram a instituição para cirurgias de alta complexidade, não só no município do Rio de Janeiro, mas até em todo o país. O instituto é o principal hospital em ortopedia da Central Nacional de Regulação da Alta Complexidade do Ministério da Saúde. No caso da cirurgia de coluna, ele estima que a fila alcance cerca de 4 mil pacientes. O Centro de Cirurgia de Coluna do Into efetua em torno de 300 cirurgias por ano, envolvendo  29 tipos diferentes de procedimentos de alta complexidade. Segundo informou, coluna, quadril e joelho constituem as três grandes áreas de pacientes na fila do Into. - Nós temos uma fila bem grande. A partir disso, e em acordo, inclusive com o Ministério Público, que tem nos pressionado bastante contra essa fila, o Into tem realizado, sequencialmente, os chamados mutirões, em que visa a fazer um esforço concentrado para operar mais pacientes naquela semana e, com isso,  tentar diminuir um pouco esse problema - explicou. Segundo João Matheus Guimarães, o grande problema do Into é que ele não dispõe de leitos para uma permanência dos pacientes por mais de sete dias internado. “Se eu começar a operar muitas cirurgias  complexas, em que o paciente fique mais de sete dias internado, eu deixo de operar outras pessoas. Essa equação é que a gente fica, como gestor, tentando equilibrar”. Atualmente, o instituto tem menos de 300 leitos abertos para internação e recuperação de doentes pós-cirurgia. Guimarães avaliou que é necessária uma rede de hospitais ortopédicos capacitados. “Não dá para o Into ficar fazendo tudo. Existem coisas de  baixa e média complexidade que outros hospitais poderiam estar fazendo”, comentou. Esse é, esclareceu o diretor-geral, o grande desafio dos gestores públicos do estado do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. De  acordo com dados fornecidos pela assessoria de imprensa do Into, a cirurgia de coluna pode durar de quatro a dez horas e, em alguns casos, necessita ser feita em duas etapas, dependendo da gravidade do caso. Daí demandar um maior tempo de internação hospitalar, que pode ultrapassar 20 dias, nos casos mais graves.

Into

A Defensoria Pública da União (DPU) recorreu à Justiça para que a União apresente, em 160 dias, um plano para reduzir a fila de espera do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). De acordo com a DPU, 14.077 pessoas aguardam na fila para cirurgias e outros procedimentos médicos no instituto federal. A ação civil pública impetrada na segunda-feira também pede que a Justiça estipule alguns prazos à União, entre eles, o de 60 dias para abrir concurso público e contratar temporariamente médicos, de 140 dias para implantar um sistema informatizado de gerenciamento das filas (que possa cruzar com dados de outros hospitais federais) e de dois anos para zerar a espera por atendimento no Into. Caso a Justiça aceite a ação, a Defensoria Pública ainda pede uma multa diária de R$ 10 mil por descumprimento dos prazos e o bloqueio de verbas publicitárias do Ministério da Saúde até que as obrigações sejam cumpridas.  

 

Tags:
Edições digital e impressa