Em julgamento que se estendeu até o fim da noite desta terça-feira no 3º Tribunal do Júri, o vigia Juarez José de Souza, acusado de matar e serrar a empresária Edna Tosta Gadelha Souza, em 28 de agosto de 2006, numa clínica veterinária, em Botafogo, Zona Sul do Rio, foi condenado a 22 anos de prisão. O motivo, segundo o Ministério Público, teria sido vingança por causa de discussão devido a uma vaga de garagem. Quem presidiu o júri popular foi o juiz Sidney Rosa da Silva. O corpo de jurados estava composto por sete mulheres.
Durante o interrogatório, o acusado confessou o crime e disse que "na hora surtou", só se lembrando dos fatos depois. Afirmou também que o teria feito porque se sentia ameaçado pela vítima, após discussão com ela - que o havia chamado de "magrinho".
O réu, contudo, negou ter colocado o corpo de Edna em seis sacos, e, sim, em dois e depois os distribuiu em duas lixeiras. Um catador de lixo teria encontrado, no início da noite, as pernas da empresária, sua bolsa e documentos, na altura do número 667 da Rua Sorocaba, e a parte superior do corpo na Rua São Clemente, próximo ao 2º Batalhão de Policia Militar.
Juarez comentou ainda que ficou temeroso quando Edna tocou a campainha da clínica veterinária.
Ele a reconheceu como a mulher da discussão e afirmou que não sabia se ela teria ido até lá para lhe pedir desculpas ou se estava armada. Num dado momento, pegou um pedaço de mármore e o bateu na cabeça dela, fazendo-a desmaiar. Depois, levou a vítima para um outro cômodo e lhe cortou a garganta, esquartejando seu corpo com um serrote.
Vigia condenado a 22 anos por morte de mulher no Rio
Quarta, 28 de Novembro de 2007 às 08:43, por: CdB