O juiz, em uma medida pouco usual, citou ao declarar ao promotor no caso de Michael Jackson, acusado de abuso sexual de menores, a fim de que explique por que ordenou o registro do escritório de um pesquisador particular.
O juiz Rodney Melville está tratando de decidir se a apreensão das fitas de vídeo e discos de computador em novembro 2003 do escritório do pesquisador Bradley Miller violou o direito de privacidade entre o advogado e seu cliente.
A defesa sustenta que Miller trabalhava para o advogado Mark Geragos, que defendia ao cantor naquela época. O promotor do condado de Santa Barbara, Tom Sneddon, disse que não sabia que Miller trabalhava para Geragos quando seus ajudantes, com uma ordem judicial, vasculharam o escritório de Miller.
O depoimento poderia ser crucial no confronto entre Sneddon e o atual advogado de Jackson, Thomas Mesereau e tinha sido programado para a última sexta-feira.
O juiz Melville ficou visivelmente desgostoso quando o advogado defensor Robert Sanger solicitou um adiamento.
Sanger disse que precisava mais tempo tendo em vista que tinha recebido documentos na última quinta sobre uma fita de vídeo gravada pelas autoridades, em que a mãe da suposta vítima fez declarações no 6 de julho do 2003, quatro meses antes de que Jackson fosse prendido. Este foi um dos objetos apreendidos do escritório de Miller.
O juiz disse que desejava saber quanta informação tinha o promotor sobre a relação entre Geragos e Miller, e quando a obteve. A defesa solicitou que qualquer objeto apreendido durante a busca no escritório do pesquisador fosse devolvido e que sua utilização no juízo seja vetada.
Jackson, de 45 anos, declarou-se inocente de cometer ações libidinosas com um menor, de valer-se de álcool, de planejar o seqüestro de um menino, de tê-lo retido e de extorsão.
Vídeos não podem ser usados em caso de Jackson
Segunda, 12 de Julho de 2004 às 00:58, por: CdB