Rio de Janeiro, 12 de Maio de 2026

Vídeo mostra Lady Di em uma favela em Montevidéu

Quarta, 24 de Agosto de 2005 às 12:44, por: CdB

Lady Di vive. Numa favela de Montevidéu, mas vive. O novo trabalho do artista uruguaio Martín Sastre, famoso por seu engajamento satírico a favor da arte latino-americana, dá voz ao poder das mulheres, criando uma fábula sobre uma irmandade secreta de freiras que resolve salvar seu membro mais importante, a princesa Diana.

O vídeo <i>Diana - The rose conspiracy</i> terá sua primeira exibição na América Latina, na  quinta-feira, na Galeria Leme, em São Paulo.

Na mostra, intitulada <i>Fantastic</i>, haverá também nove fotografias expostas, feitas a partir das filmagens em Montevidéu. Cada uma estará à venda por US$ 3 mil.

No filme de 15 minutos e nas fotos está uma sósia brasileira de Diana, escalada entre agências de modelos em São Paulo, com ajuda da Galeria Leme. Ela não fala, apenas aparece em cenas inusitadas, como levando sacolas de compras no meio de uma favela, comendo churros com um namorado latino mais jovem, sempre usando roupas surradas, como um moleton rosa encardido e um jeans desgastado.

Em tom de documentário e entre imagens de arquivos da princesa, redes de televisão transmitem "ao vivo" a grande notícia do ano -- que Lady Di não morreu no acidente de carro em 1997.

Ao mesmo tempo, vizinhos aparecem para contar aos jornalistas o dia-a-dia de Diana, que dá aulas de ioga e joga futebol com os meninos do bairro.

- Diana deveria ter escapado de seus inimigos, assim como nos contos de fadas, quando as princesas se escondiam dos malvados e terminavam em cabanas perdidas no bosque, como <i>Branca de neve</i> ou a <i>Bela adormecida</i> - disse Martín Sastre por email.

- A tradução contemporânea de uma cabana no bosque da Idade Média seria hoje uma favela sul-americana, onde nem a polícia nem a lei poderiam entrar porque funcionam com suas próprias regras.

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