Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Vídeo de Al-Qaeda mostra execução de americano

Domingo, 13 de Junho de 2004 às 10:32, por: CdB

Uma fita de vídeo difundida neste domingo na Internet e atribuída à rede terrorista Al-Qaeda mostra dois homens crivados de balas e uma pessoa, apresentada como um americano morto no dia 8 de junho em Riad.

Enquanto se ouve um canto de glória à jihad, a guerra santa, os dois assaltantes disparam várias vezes contra sua vítima, que tentava escapar gritando em inglês "wait, wait, no, no!" (esperem, esperam, não, não!), segundo a fita, que foi vista por um repórter no site islamita (http://http://members.lycos.co.uk/markazilam/markaz.htm).

Um dos assaltantes se inclina depois sobre o cadáver para aparentemente cortar-lhe a cabeça, segundo a seqüência de vídeo.

Seqüestros e mortes

Um site islâmico publicou no sábado um comunicado, atribuído a um braço armado da Al-Qaeda na península arábica, que afirma ter seqüestrado um engenheiro aeronáutico americano, reivindicando ao mesmo tempo a morte, no mesmo dia, de outro cidadão americano em Riad. "Nossos combatentes na península arábica da Brigada de Faluja, conseguiram seqüestrar um americano, de religião cristã, Paul M. Johnson Jr. nascido em 1955 e que trabalhava como engenheiro aeronáutico", afirma o texto, assinado pela "Al-Qaeda na península arábica".

Além do comunicado, há várias fotos do americano, uma cópia de sua carteira de trabalho, uma carteira de motorista e um cartão de seguro saúde. De acordo com estes documentos, o homem trabalha como engenheiro para a empresa Lockheed Martin. Em sua carteira de trabalho aparece a sigla "Apache AH-64".

Segundo o comunicado, Paul M. Johnson "é um dos quatro grandes engenheiros especializados neste tipo de helicóptero na península arábica". "Ele não pode ignorar que estas naves (os helicópteros tipo Apache) são muito usadas pelos americanos, seus aliados sionistas e apóstatas para matar os muçulmanos (...) na Palestina, no Afeganistão e no Iraque", diz o comunicado, cuja autenticidade ainda não foi comprovada.

"Os mudjahedines se reservam o direito de vingar seus irmãos da base americana de Guantánamo (Cuba) e da prisão de Abu Ghraib (Iraque), de acordo com a lei islâmica", acrescenta o texto, que promete também publicar uma gravação em vídeo com as "declarações do americano, assim como as reivindicações dos mudjahedines" (combatentes).

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