A vice-presidente de Taiwan, Annette Lu, afirmou hoje, quinta-feira, na Costa Rica, que o objetivo da China é invadir seu país, e pediu ajuda à comunidade internacional para suportar essa luta.
Lu, que está de visita oficial no país centro-americano desde ontem, disse em entrevista coletiva que a China tem em sua costa 600 mísseis de diferentes tipos apontando para a ilha, e que, por esta razão, negociam com os Estados Unidos uma compra de armas "de defesa" por 18 milhões de dólares.
"Com os EUA, temos uma lei que diz que esse país protegerá Taiwan em caso nos vejamos ameaçados, e por isso é que nos vendem armas de defesa própria, para defender a segurança nacional", disse.
Segundo Lu, há indícios de que a China instalará entre 800 e 1.000 mísseis em sua costa.
"A China ressurgiu com uma máscara pacífica, mas é só uma máscara. É preciso ver as verdadeiras intenções", acrescentou.
Lu assegurou que a segurança de Taiwan é um assunto de interesse mundial, pois essa nação "está há 50 anos lutando por deter o avanço do comunismo e agora necessitamos que o mundo nos da mão".
O vice-presidente destacou que qualquer problema no estreito de Taiwan terá repercussões em nível mundial pois por essa região transitam diariamente mais de 400 frotas internacionais e incontáveis vôos.
Lu finalizará amanhã sua visita à Costa Rica e viajará Guatemala.
O vice-presidente taiuanesa participou na terça-feira, em San Salvador, a cerimônia de posse do presidente do país, Elías Antonio Saca, acompanhada por uma comitiva de 50 pessoas, entre empresários e jornalistas.