O vice-presidente chinês, Zeng Qinghong, embarcou para a América Latina e o Caribe neste domingo com o objetivo de conseguir alternativas que supram o crescente apetite da economia do país por petróleo e matérias-primas.
Zeng visitará México, Peru, Venezuela, Trinidad e Tobago e Jamaica no momento em que a China demonstra maior interesse diplomático na região, que durante décadas tem sido vista como o quintal dos Estados Unidos.
- O desenvolvimento econômico da China está encontrando crescentes gargalos nas áreas energética e de recursos naturais e estes problemas devem ser solucionados para manter o crescimento - disse Jin Canrong, um expert em relações internacionais, especialmente as da China. - Objetivamente, a China precisa da América Latina e a América Latina também precisa da China.
Enquanto a América Latina luta para assegurar acordos comerciais com os Estados Unidos e a Europa, as exportações da região para a China têm aumentado - 72% só em 2003. A viagem de Zeng é a última de uma série de contatos diplomáticos de alta cúpula entre a China e países latino-americanos.
Logo após o Natal, o líder venezuelano Hugo Chavez visitou a China e, em novembro, o presidente e chefe do partido comunista, Hu Jintao, viajou ao Brasil, Chile, Argentina e Cuba.
Em outubro, a China desembarcou suas primeiras tropas no hemisfério ocidental ao enviar um agrupamento da polícia de choque como parte das forças da ONU no Haiti.
Analistas ainda não vêem, entretanto, o suave aumento de poder da China na América Latina como um problema nas relações sino-americanas. A viagem de Zeng para uma região tão cara ao contínuo desenvolvimento econômico da China tem também um significado político domesticamente, já que o presidente Hu ainda tenta consolidar seu poder e seu antecessor, Jiang Zemin, ainda busca reter alguma influência.