Uma longa carta do vice-governador de Minas Gerais, Clésio Andrade, ao presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, explica porque se desligou do PFL. E logo no começo diz: "Em virtude das sucessivas interferências do Diretório Nacional nos destinos do PFL mineiro, e depois de ter tentado exaustivamente o consenso para preservar a unidade partidária, vendo esgotadas todas as possibilidades, comunico-lhe o meu desligamento dos quadros do PFL". "Para mim seria cômodo aceitar a suspensão da convenção regional, como determinou a Executiva Nacional. No entanto, Minas Gerais, como é tradição no nosso Estado, não aceita qualquer ato de violência política". Clésio segue a carta acusando a direção do PFL de atos de "violência política", "como ocorreu em 1989 com o ilustre mineiro Aureliano Chaves, fundador e grande líder desta legenda, que viu-se traído e abandonado pelo partido quando candidatou-se a Presidente da República, trocado por Fernando Collor de Mello, de triste memória". A carta termina pedindo que "o PFL reencontre o caminho da democracia e do debate que lastrearam sua criação".
Vice-governador de Minas explica em carta porque saiu do PFL
Domingo, 06 de Abril de 2003 às 10:32, por: CdB