O vice-primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que o plano do dirigente do país para a retirada da Faixa de Gaza continuaria inalterado mesmo depois do início da construção de uma cerca dentro do território para proteger uma estrada de colonos.
Indicando que a barreira era uma medida temporária até que as forças israelenses saíssem da Faixa de Gaza, o vice-premiê Ehud Olmert previu em uma entrevista que o premiê Ariel Sharon conseguiria ver seu plano aprovado pelo gabinete de governo apesar da rejeição dele pelo partido Likud (de Sharon), no domingo.
"Vamos implementar o 'plano de desengajamento"', disse Olmert ao jornal Jerusalem Post. "O primeiro-ministro precisa agora criar um mecanismo que lhe permita ver aprovada essa resolução."
Oficiais das Forças Armadas de Israel disseram que uma cerca de 7 quilômetros seria construída em uma estrada usada apenas por colonos e que leva ao assentamento judaico de Gush Katif, na Faixa de Gaza.
A medida foi elaborada depois do assassinato de uma mulher e de suas quatro filhas em uma emboscada realizada no domingo por ativistas palestinos.
Israel viu-se criticado pela comunidade internacional por construir uma barreira física dentro da Cisjordânia que deve se estender por mais de 600 quilômetros. O Estado judaico afirma que a obra lhe dará proteção contra terroristas suicidas. Para os palestinos, Israel pretende apenas anexar terras pertencentes aos árabes.
O plano original de Sharon prevê o fechamento de todos os 21 assentamentos da Faixa de Gaza, onde 7.500 colonos judeus vivem em meio a 1,2 milhão de palestinos. Em troca, os israelenses ficariam definitivamente com grande parte da Cisjordânia, onde apenas quatro dos 120 assentamentos seriam desmantelados.