O ex-vice-presidente do Iraque, Taha Yassin Ramadan, foi enforcado nas primeiras horas desta terça-feira, segundo representantes do governo iraquiano. Julgado juntamente com o ex-presidente Saddam Hussein, Ramadan foi condenado a prisão perpétua por envolvimento na morte de 148 xiitas em Dujail na década de 80, mas um tribunal de apelações considerou a pena insuficiente e condenou-o à morte. O réu se declarou inocente durante todo o processo.
Segundo seu advogado, Ramadan disse a ele em um encontro nos últimos dias que não temia a morte e a enfrentaria com coragem. A sentença de Ramadan foi confirmada pelo tribunal de apelações do Iraque na semana passada e, pela lei iraquiana, a execução deveria ocorrer em um prazo de 30 dias. Ele participou do golpe de 1968 que levou ao poder o Partido Baath, liderado por Saddam Hussein. Foi capturado por combatentes curdos na cidade de Mosul, no norte do país, em agosto de 2003, e entregue às forças norte-americanas.
Saddam Hussein foi executado no dia 30 de dezembro. Dois de seus ex-assessores, Barzan Ibrahim al-Tikriti e Awas Ahmed Bandar foram executados em 15 de janeiro. Um funcionário do governo iraquiano disse à agência de notícias Associated Press que foram tomados cuidados para evitar uma repetição da execução de Tikriti, que foi decapitado durante seu enforcamento.