Rio de Janeiro, 07 de Fevereiro de 2026

Vice da TAM diz que não é possível dizer se o piloto tentou arremeter na pista

Quarta, 25 de Julho de 2007 às 17:48, por: CdB

O vice-presidente técnico da TAM, Rui Amparo, disse, em depoimento à CPI do Apagão Aéreo da Câmara nesta quarta-feira, que ainda não pode afirmar se o piloto do Airbus 320 que caiu semana passada em São Paulo tentou arremeter na pista no aeroporto de Congonhas antes da queda que matou cerca de 200 pessoas.

— Enquanto tem uma certa velocidade, pode arremeter, mas precisa de um residual de pista. É preciso estudar até que ponto isso seria possível nesse caso —, disse.

Amparo afirmou que espera rapidez na solução das causas do acidente.

— Com tanta informação, esse acidente vai ser desvendado em breve. Nos próximos dias, vamos descobrir exatamente o que aconteceu —, disse.

O depoimento à CPI durou pouco mais de três horas e transcorreu na absoluta tranquilidade. Amparo repetiu aos deputados que a falha no reverso do Airbus 320 não contribuiu para o acidente.

— [A falha no reverso] não traz nenhuma restrição operacional —, afirmou.

O reverso é um equipamento que fica dentro das turbinas do avião com a função de ajudá-lo a frear. A TAM admitiu que um dos reversos do Airbus 320 que caiu estava desligado, mas tem afirmado que isso não foi fator que colaborou para a tragédia do último dia 17.

— O reverso é um acessório —, afirmou Amparo que negou ainda que há, neste momento, algum avião da TAM com esse problema.

O vice da TAM disse ainda que o Airbus estava abaixo do peso máximo que poderia descer em Congonhas: 62,7 toneladas, 1,3 toneladas a menos que o limite.

Segundo ele, o avião estava preparado para pousar até em pista de 1.350 metros, seiscentos metros abaixo do que a de Congonhas.

— Se Congonhas tem quase 2 quilômetros, estávamos com quase 50% de segurança. Não tinha nenhuma outra pendência, senão o reverso travado. A aeronave estava perfeita —, disse.

O diretor da empresa afirmou aos deputados que a TAM nunca teve problemas com nenhum Airbus, e garantiu que as revisões periódicas na aeronave acidentada foram feitas corretamente este ano. O diretor da TAM levou à CPI cópia dos documentos que comprovariam as manutenções feitas na aeronave.

— A manutenção nunca é verbal. Após cada etapa de vôo, o comandante é obrigado a declarar como está aeronave em relação ao último vôo —, explicou.

— A manutenção da TAM é segura e habilitada. Levamos o tempo de 15 minutos para fazermos manutenção preventiva se não tiver itens a retificar —, disse.

 
 
 
 

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