Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Viagem de Biden ao Líbano provoca ira do Hezbollah

O vice-presidente Joe Biden, que é a principal autoridade norte-americana a visitar o Líbano nos últimos 26 anos, manifestou na sexta-feira apoio à soberania libanesa e negou que esteja buscando influenciar uma eleição que poderá eventualmente derrubar a coalizão pró-ocidental do país.(Leia Mais)

Sexta, 22 de Maio de 2009 às 08:41, por: CdB

O vice-presidente Joe Biden, que é a principal autoridade norte-americana a visitar o Líbano nos últimos 26 anos, manifestou na sexta-feira apoio à soberania libanesa e negou que esteja buscando influenciar uma eleição que poderá eventualmente derrubar a coalizão pró-ocidental do país.

A votação do dia 7 oporá o Hezbollah, partido xiita que tem apoio da Síria e Irã e que os EUA qualificam como terrorista, à coalizão antissíria, que hoje tem maioria no Parlamento.
Biden disse ter ido ao Líbano para demonstrar seu apoio à soberania e às instituições do país, e acrescentou que os libaneses têm de escolher seus líderes sozinhos.

– Não vim aqui apoiar partido algum – disse ele a jornalistas após encontro com o presidente Michel Suleiman.

O vice-presidente afirmou que os EUA estão comprometidos com uma paz abrangente no Oriente Médio, e que isso incluiu o Líbano.

– Peço àqueles que pensam em ficar ao lado dos que estragam a paz que não percam esta oportunidade de se afastar desses que a estragam – acrescentou Biden.

O Hezbollah criticou a visita de Biden, apontando-a com uma ingerência dos EUA no Líbano. A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, já estivera no país em abril.

"O alto interesse norte-americano no Líbano desperta forte suspeita quanto à real razão por trás disso, especialmente porque já se tornou uma clara e detalhada intervenção nos assuntos libaneses", disse o Hezbollah em nota.

Biden, que neste mês visitou Sérvia e Montenegro, também deve se reunir com o primeiro-ministro Fouad Siniora e com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, antes de se juntar ao ministro da Defesa, Elias Al Murr, a fim de anunciar ajuda militar norte-americana ao país.

Tags:
Edições digital e impressa