Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Verticalização dos partidos entra em pauta na CCJ da Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados inicia nesta terça-feira a votação da emenda constitucional que acaba com a chamada verticalização nas eleições brasileiras adotada no último pleito. A regra da verticalização, instituída pela Justiça Eleitoral para as eleições de 2002, estabelece que os partidos que se coligarem na disputa pela Presidência da República só podem fazer outras coligações nos Estados com os mesmos partidos da coligação federal. (Leia Mais)

Domingo, 24 de Abril de 2005 às 18:06, por: CdB

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados inicia nesta terça-feira a votação da emenda constitucional que acaba com a chamada verticalização nas eleições brasileiras adotada no último pleito. A regra da verticalização, instituída pela Justiça Eleitoral para as eleições de 2002, estabelece que os partidos que se coligarem na disputa pela Presidência da República só podem fazer outras coligações nos Estados com os mesmos partidos da coligação federal.

Segundo a deputada Denise Frossard (PPS-RJ), o fim da verticalização é necessário ao país para o fortalecimento das diferenças entre as regiões.

- As realidades são locais. Eles querem que a base seja adequada ao poder central. Estão fazendo o inverso. E quando se pretende ser o mandatário regional, você deve combater as desigualdades, respeitando as diferenças regionais - ressaltou. A deputada é uma das integrantes da CCJ e acredita que a matéria será aprovada na Comissão e, depois, no plenário da Câmara - para que já possa valer nas eleições de 2006.

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Rocha (PA), não concorda com a votação da verticalização separadamente dos demais pontos da reforma política.

- Se vier isolada, sem ser negociada em um conjunto dos pontos, encaminharemos contra - afirmou.

Segundo o líder, o PT quer negociar com os demais partidos um acordo que poderia criar um consenso sobre a reforma política. Na avaliação de Paulo Rocha, alguns pontos da reforma política devem entrar em vigor apenas em 2008, e outros, já em 2006.

- O PT quer negociar com todos os principais partidos um acordo que poderia dar as respostas que estamos procurando - disse.

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