Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

Verdes querem confirmar seu sucesso

Quinta, 15 de Setembro de 2011 às 02:19, por: CdB

De 2003 a 2007, os Verdes tiveram um forte crescimento no plano nacional, com quase 10% dos votos nas eleições legislativas federais de 2007.

Para as eleições de outubro próximo, as previsões são menos favoráveis para os ecologistas. A seguir leia a entrevista do presidente do partido, o deputado federal
Ueli Leuenberger.

swissinfo.ch: Quais são as prioridades do partido para a próxima legislatura?
 
 Ueli Leuenberger: Elas estão ligadas à situação planetária e à situação concreta na Suíça. A questão climática é a maior questão para a humanidade. Sair da energia nuclear também é muito importante. O novo Parlamento decidirá a política energética e da questão nuclear na Suíça.
 
Finalmente, somos conhecidos como defensores da Suíça aberta. Nossa terceira prioridade é a atitude como os estrangeiros que vivem na Suíça, a solidariedade com o mundo, o reforço da cooperação e a luta pelos direitos fundamentais, contra o racismo e xenofobia que se espalham.  
 
swissinfo.ch: Em que setores o governo federal deveria reduzir despesas e em quais deveria investir mais ?
 
U. L.: Investir mais nas energias renováveis porque esse é o futuro de nosso país, inclusive para criar emprego. Para aumentar a eficiência energética e proteger o planeta, é preciso investir na pesquisa. Sem esquecer ainda que é preciso cuidado com o sistema de seguridade social e não excluir pessoas da sociedade.
 
Economiser, on le pourrait au niveau de l’armée. Actuellement, nous avons une armée disproportionnée qui ne connaît même plus ses tâches.
 
swissinfo.ch: Que caminho deve seguir a Suíças nas relações com a União Europeia?
 
U. L.: Os Verdes suíços são claramente pró-europeus, mesmo se uma pequena minoria é crítica da União Europeia. Portanto, temos uma série de críticas. Questionamos principalmente a política agrícola europeia e queremos preservar a democracia direta suíça.
 
Temos a convicção que podemos encontrar soluções para essas questões. Por isso é preciso negociar com a União Europeia, que nos diz claramente que a via bilateral se esgotou.
  
swissinfo.ch: A Suíça deve renunciar ao nuclear e apostar nas energias renováveis?
 
U. L.: É evidente que devemos renunciar à energia nuclear, esse é nosso engajamento constante. Os trágicos acontecimentos do Japão provam que devemos abandonar a tecnologia mais perigosa que existe.
 
Além disso, há o problema do lixo nuclear que é uma hipoteca de milhares de anos. Quem se lembrará dentro de 10 mil anos do conteúdo depositado?
 
Para atender às necessidades em energia, é preciso repensar as coisas. Imaginar aparelhos mais eficazes na produção e no consumo. É possível economizar 40% da energia de calefação na Suíça.
 
 
swissinfo.ch: Qual deve ser a missão e os efetivos do exército suíço de amanhã?
 
U. L.: É preciso reexaminar as tarefas do exército. Somos por um exército profissional e não mais obrigatório. No caso do exército de voluntários, teria de ser menor. Estamos certos que não precisamos de novos aviões de combate. Por enquanto, podemos manter o orçamento para as estruturas que existem. Em contrapartida, quando soubermos em que direção avançar, então discutiremos novos orçamentos.  
 
swissinfo.ch: Como o partido se posiciona em relação à imigração e a integração dos estrangeiros na Suíça.
 
U. L.: A imigração é uma problemática na moda nos últimos tempos. A xenofobia e o racismo aumentam em nosso país. Queremos uma boa integração dos estrangeiros, facilitando notadamente a naturalização. Também queremos lutar contra a discriminação e estigmatização dos estrangeiros que vivem e trabalham aqui. Na área da política de asilo, a Suíça deve assumir suas responsabilidades no mundo.
 
 
En Suisse, nous comptons relativement peu de réfugiés par rapport aux pays du Sud qui accueillent des centaines de milliers de personnes en fuite à cause de régimes dictatoriaux ou de catastrophes environnementales.
 
swissinfo.ch: Quais são as propostas do partido para melhorar a política do governo para os suíços do estrangeiro?
 
U. L.:  A Quinta Suíça é muito importante. Com os novos meios de comunicação, é mais fácil manter o contato com ela. Porém, atualmente a representação dos suíços do estrangeiro é insuficiente. É preciso encontrar meios para expressão de suas vozes, por exemplo, com representantes dos suíços do estrangeiro no Parlamento, ou um Conselho mais próximo dos suíços do estrangeiro que possa defender os interesses deles junto as autoridades do país.
 
Os serviços consulares também podem ser melhorados. Existe uma série de países onde os suíços do estrangeiro têm sérias dificuldades no plano administrativo, devido os cortes orçamentários do Ministério das Relações Exteriores em meios e em pessoal.
 
swissinfo.ch: Em janeiro, o Instituto GPS de sondagens previu um recuo dos Verdes nas próximas eleições federais. Depois de um período de crescimento, será que o partido enfrente agora uma fase de estagnação?
 
U. L. : Nós também temos uma ótica de desenvolvimento sustentável do partido. Mesmo se demos um salto enorme quatro anos atrás, passado de 13 para 20 deputados federais e elegemos, pela primeira vez, dois senadores.
 
Desde então, com algumas exceções, nos reforçamos modestamente nas eleições nos cantões e nas grandes cidades. No entanto, estou seguro que, mesmo com poucos recursos financeiros, vamos convencer a população a confiar em nós.  

Laureline Duvillard, swissinfo.ch
Adaptação: Claudinê Gonçalves

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