Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2026

Ventos dão trégua na Califórnia e auxiliam ação dos bombeiros

Os ventos que alimentam as chamas que há quatro dias devastam várias áreas do Estado da Califórnia começaram a perder força nesta quinta-feira, auxiliando o trabalho dos bombeiros. De acordo com o serviço de metereologia, os ventos Santa Ana, que chegaram a alcançar a força de um furacão, deram uma trégua e permitiram que as brigadas de incêndio pudessem atuar mais próximas às áreas afetadas. Mas apesar da trégua nos ventos, ainda não há previsão de chuvas.(Leia Mais)

Quinta, 25 de Outubro de 2007 às 09:20, por: CdB

Os ventos que alimentam as chamas que há quatro dias devastam várias áreas do Estado da Califórnia começaram a perder força nesta quinta-feira, auxiliando o trabalho dos bombeiros. De acordo com o serviço de metereologia, os ventos Santa Ana, que chegaram a alcançar a força de um furacão, deram uma trégua e permitiram que as brigadas de incêndio pudessem atuar mais próximas às áreas afetadas. Mas apesar da trégua nos ventos, ainda não há previsão de chuvas.

Maurice Luque, porta-voz do Corpo de Bombeiros do condado de San Diego, um dos mais afetados, disse à BBC que a situação está começando a ser controlada nas áreas urbanas de San Diego, mas que o interior ainda continua sendo consumido pelas chamas.

— As temperaturas estão um pouco mais baixas, não há ventos, a umidade está aumentando em algumas áreas. Já em outras, o fogo ainda se espalha, queimando casas e forçando a evacuação de mais pessoas —, disse Luque.

Os incêndios na Califórnia já deslocaram mais de 1 milhão de pessoas e destruíram 1,5 mil casas. As autoridades estimam que as perdas materiais ultrapassem US$ 1 bilhão.

Três pessoas já morreram e 38 ficaram feridas. Uma área de mais de 120 mil hectares, maior que a da cidade de Nova York, já foi destruída pelo fogo.

Zona de desastre

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou zona de desastre na Califórnia por causa dos incêndios que estão atingindo o sul do estado americano.

A declaração significa que mais verbas de emergência poderão ser enviadas ao estado, principalmente para pessoas que não têm seguro. A medida também libera a adoção de programas federais de longo prazo para recuperar a infra-estrutura local.

A operação de retirada de moradores já é a maior feita nos Estados Unidos desde a passagem do furacão Katrina, que castigou a cidade de Nova Orleans, no sul do país, em 2005.

Bush, que deve visitar a Califórnia na quinta-feira, disse que a população do sul do estado "pode descansar com a certeza de que o governo federal fará tudo o possível para ajudar a apagar esses incêndios".

Segundo o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, a postura de Bush mostra que ele aprendeu uma lição com o Katrina.

Webb afirma que, por mais que a Casa Branca pense que os governos locais devem arcar com a responsabilidade nesse tipo de situação, ficou claro para o presidente que o que ele fizer durante uma situação de desastre tem importância.

— O que vemos agora, e que não vimos durante o furacão Katrina, é um grande esforço dos governos local, estadual e federal e das agências federais —, disse David Paulison, diretor do órgão federal de coordenação de situações de emergência.

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