Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Venezuela troca petróleo por bens e serviços no Caribe

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a um acordo com Trinidad e Tobago para trocar petróleo e asfalto por produtos de primeira necessidade, papel higiênico e gasolina.

Quarta, 25 de Fevereiro de 2015 às 09:31, por: CdB
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O acordo foi feito durante visita de 24 horas do chefe de Estado venezuelano a Trinidad e Tobago Adolescente é baleado na cabeça durante confronto entre manifestantes e policiais na cidade de San Cristóbal
  O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a um acordo com Trinidad e Tobago para trocar petróleo e asfalto por produtos de primeira necessidade, papel higiênico e gasolina. O acordo foi feito durante visita de 24 horas do chefe de Estado venezuelano a Trinidad e Tobago, que, segundo a primeira ministra do país, Kamla Persad Bissessar, permitiu aprofundar "o forte laço de amizade e cooperação". Segundo a imprensa venezuelana, o país importa de Trinidad e Tobago gasolina, componentes de máquinas, aparelhos de ar condicionado, peças de reposição para refrigeradores, produtos de higiene pessoal e cimento. Por outro lado, envia para Trinidad e Tobago petróleo, combustível de aviação, condutores elétricos e produtos de ferro. Venezuela e Trinidad e Tobago assinaram ainda acordo de cooperação para exploração de jazidas de gás natural na área de fronteira. Morte de estudante  
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  Um estudante de 14 anos morreu nesta terça-feira depois de ter sido baleado na cabeça durante uma manifestação na cidade venezuelana de San Cristóbal, no Estado de Táchira, onde no ano passado se iniciaram os protestos contra o governo do país. A morte do estudante deve elevar a tensão na Venezuela, que enfrenta uma crise econômica e uma ofensiva do governo contra a oposição política. Investigações preliminares sugerem que o estudante foi ferido durante um confronto entre a polícia e manifestantes e morreu no caminho para o hospital, de acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos de San Cristóbal, José Vicente Garcia. Nas redes sociais transitam uma foto e um vídeo do estudante deitado no chão, com sua mochila pendurada no ombro, enquanto um homem tenta freneticamente estancar o sangramento. Enquanto autoridades locais alegaram que o jovem se encontrava no meio da manifestação, realizada perto das instalações da Universidade Católica de Táchira, a impressa local publicou que o estudante não estaria participando dos protestos, mas nas imediações deles. A procuradoria-geral da Venezuela disse que está preparando uma acusação contra um policial de 23 anos da Guarda Nacional Bolivariana por seu suposto envolvimento na morte de um estudante do ensino médio. Numa declaração transmitida pela televisão venezuelana, a ministra do Interior do país, Carmen Meléndez, prometeu que o governo vai perseguir o assassino do jovem "incansavelmente" e disse que um membro da polícia nacional já teria confessado a culpa no caso. "Paz e tranquilidade, é o que queremos no país. Todo funcionário que viola a lei será colocado sob custódia do Ministério Público. Aqui não haverá impunidade, em nenhum caso. Nós garantimos os direitos humanos", disse Meléndez. No ano passado, a Venezuela foi abalada por uma onda de violência em protestos contra o presidente Nicolás Maduro e em protestos contrários de manifestantes pró-governo. Os confrontos deixaram 43 pessoas mortas, entre fevereiro e maio. Já as manifestações nas últimas semanas têm sido muito menores, após o ministro da Defesa ter autorizado no mês passado o uso de força letal para manter a ordem pública.
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