CARACAS, 13 SET (ANSA) - A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou um pronunciamento contra a inclusão de quatro funcionários do país na lista negra dos Estados Unidos.
Em sessão extraordinária com maioria governista, a Assembleia repudiou a atitude de Washington, considerada "uma nova agressão imperial contra os cidadãos venezuelanos e as instituições, a qual vem se incrementando desde o início da revolução bolivariana".
Os parlamentares também classificaram a medida de "ingerência caluniosa", porque viola o direito internacional e visa afastar a Venezuela da comunidade internacional.
O deputado Aristóbulo Istúriz afirmou que "o objetivo é desqualificar a Venezuela para seu afastamento internacional e justificar a intervenção de forças estrangeiras".
"A intenção é atacar Hugo Chávez, líder da revolução, através de ataques a seus funcionários e instituições", completou o parlamentar, referindo-se ao presidente do país.
Já os deputados opositores solicitaram a designação de uma comissão para investigar as denúncias contra o grupo, mas a proposta foi rejeitada pela maioria.
Na semana passada, o governo dos Estados Unidos acusou os deputados Amílcar Figueroa e Freddy Bernal, o general Cliver Alcalá Cordone e o agente Ramón Madriz de colaborar com o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em operações de tráfico de drogas e terrorismo. (ANSA)
VENEZUELA REJEITA INCLUSÃO DE FUNCIONÁRIOS EM LISTA NEGRA DOS EUA
Terça, 13 de Setembro de 2011 às 06:29, por: CdB