Os novos armamentos que a Venezuela quer comprar da Rússia serão usados unicamente para sua defesa, e as críticas dos Estados Unidos fazem parte de uma campanha "imperialista" desestabilizadora, disse o vice-presidente venezuelano, José Vicente Rangel.
- Os Estados Unidos estão começando uma nova fase de sua agressão imperialista contra nossa pátria - disse Rangel, em um comunicado enviado aos meios de comunicação na noite de quarta-feira, respondendo à preocupação manifestada em Brasília pelo secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, sobre a compra de armas.
A Venezuela está negociando a aquisição de 100 mil fuzis Kalashnikov e vários helicópteros militares junto à Rússia, dentro do que o governo esquerdista do presidente Hugo Chávez chama de um esforço para aumentar o patrulhamento das fronteiras e defender a soberania do país.
Na quarta-feira, Rumsfeld comentou que não conseguia imaginar por que a Venezuela precisava de tantos fuzis, e que temia que isso pudesse desestabilizar a região.
- Espero que (a compra) não ocorra. Não consigo imaginar, se acontecer, que seria uma coisa boa para o hemisfério - afirmou.
Os EUA expressaram a preocupação de que as armas caiam nas mãos de forças ilegais como as guerrilhas esquerdistas da Colômbia, hipótese que a Venezuela rebate. O governo de Chávez também respondeu dizendo que os americanos não estariam reclamando se fossem eles os vendedores das armas.
Rangel afirmou que as armas não têm potencial para "agredir ninguém".
- São armas exclusivamente para defesa, à qual têm direito todos os países do planeta.
O vice-presidente chamou Rumsfeld de "senhor da guerra" e disse que os Estados Unidos querem criar inimizades para a Venezuela.
- A estratégia norte-americana está voltada para a destruição da unidade latino-americana e a apropriação de nossos recursos energéticos - afirmou.
A Venezuela exporta grande quantidade de petróleo para os EUA.
Venezuela rebate críticas dos EUA por compra de armas russas
Quinta, 24 de Março de 2005 às 12:15, por: CdB