O governo venezuelano poderá ajudar a filial local da Parmalat, se confirmar que a empresa enfrenta dificuldaes financieras devido ao escândalo povocado pela falência da matriz italiana, segundo informou o ministro de Produção e Comércio, Wilmar Castro.
A Parmalat da Venezuela tem insistido em que suas finanças não foram afetadas pelo escândalo, mesmo depois que foi emitida uma ordem de prisão contra o presidente da subsdiaria, Giovanni Bonici. Segundo a empresa, Bonici é procurado na Itália por suas atividades como diretor da filial da Parmalat nas ilhas Caiman, Bonlat.
Bonici continua na Venezuela, mas seu advogado garante que ele regressará brevemente a Itália.
O ministro Castro disse que Parmalat da Venezuela "está operando 100 por cento", mas encontra-se "em situação de alerta por falta de financiamento externo". Se a situação agravar-se, ele assegurou, o governo venezuelano poderá comprar ações da Parmalat da Venezuela para ajudar a empresa.
"O colapso de uma empresa dessa magnitude indubitavelmente teria consequências importantes na economia", acrescentou Castro, em declarações publicadas pelo jornal El Nacional.
A Parmalat da Venezuela emprega 2.500 pessoas e produz 40% do leite em pó do país, além de 15% do leite pasteurizado.