Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Venezuela: fixado prazo para militares dos EUA deixarem quartéis

Quarta, 19 de Maio de 2004 às 17:36, por: CdB

O governo da Venezuela confirmou nesta quarta-feira, que no próximo dia 30 vence o prazo para que os militares dos Estados Unidos deixem os quartéis venezuelanos e terminem com uma presença que dura várias décadas.

O vice-presidente, José Vicente Rangel, disse que, "entre outras razões", a retirada dos militares americanos obedece ao fato de os generais James T. Hill, chefe do Comando Sul; e Richard Myers, chefe do Estado Maior Conjunto, "terem se pronunciado agressivamente contra a Venezuela".

Ambos disseram várias vezes que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, é um ditador imaturo.

Em conferência na Academia Militar, Rangel afirmou que a permanência militar americana se justificaria "em função da reciprocidade: que a Força Armada Venezuelana possa ter escritórios na Força Aérea, na Marinha, no Exército americano e no Pentágono, mas isso não vai funcionar".

"O melhor é que estejam fora de nossas instalações militares, por via das dúvidas, porque já se envolveram no golpe (de Estado) de 11 de abril (de 2002), porque os agregados militares (da embaixada dos EUA) estiveram no Comando do exército naquela noite trágica, assessorando oficiais venezuelanos", acrescentou.

O pedido venezuelano foi feito formalmente no início do mês e acatado pelo governo dos EUA, que se disse "decepcionado", apesar de reconhecer que é um direito soberano.

Richard Boucher, porta-voz do Departamento de Estado americano, admitiu na semana passada que "estamos decepcionados que (as autoridades venezuelanas) tenham tomado esta decisão, mas é sua decisão, é sua propriedade, suas bases, seus escritórios".

"Nossa intenção neste momento é colocar essa gente (os militares americanos) em nossa embaixada e que trabalhem dali", acrescentou.

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