Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Venezuela classifica comunicado colombiano de 'imoral'

Terça, 10 de Novembro de 2009 às 09:48, por: CdB

A Venezuela acusou a Colômbia de mentir e desestabilizar a região com a sua aliança com os Estados Unidos, depois de o governo de Alvaro Uribe anunciar que recorrerá a organismos internacionais por causa das ameaças de guerra do presidente Hugo Chávez.

A tensão entre ambos os governos aumentou desde julho, quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, congelou as relações diplomáticas com Bogotá, em protesto contra o aumento da presença militar norte-americana no país vizinho. A medida levou a uma grande redução das exportações colombianas para a Venezuela.

"O governo Uribe mente, pois ficou demonstrado que o acordo que oficializa a ocupação militar norte-americana da Colômbia tem por objetivo projetar a dominação estratégica do império sobre a América do Sul", disse nota da chancelaria venezuelana, que qualifica o governo de Uribe como imoral, hipócrita e entreguista.

No domingo, Chávez pediu aos militares que se preparem para uma guerra, dias depois de mobilizar 15 mil soldados para os mais de 2 mil quilômetros de fronteira comum, uma região com forte presença de guerrilheiros, traficantes e contrabandistas de combustível.

"Companheiros militares, não percamos um dia no cumprimento da nossa principal missão: Preparar-nos para a guerra e ajudar o povo a se preparar para a guerra, porque é uma responsabilidade de todos", disse Chávez no seu programa dominical de rádio e TV.

A Colômbia reagiu com uma nota em que anuncia que levará o caso ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização dos Estados Americanos, e reiterando que o acordo militar com os EUA visa a combater guerrilheiros e traficantes. A Venezuela diz estar disposta a debater e apresentar a organismos internacionais a "sua verdade" sobre o uso de bases colombianas.

Unasur

Titular do Conselho de Defesa da União das Nações Sul-americanas (Unasur) Javier Ponce assinalou que a instituição deve insistir em uma reunião de cúpula para a qual já está convidado o presidente norte-americano, Barack Obama, para que ele explique a presença de tropas de seu país em sete bases militares instaladas em território colombiano. Ponce, que também é o ministro da Defesa do Equador, dstacou que "está pendente" a proposta do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, para que Obama participe do encontro com os chefes de Estado da Unasur, para falar sobre as atividades do Pentágono naquele país andino.

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