Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Vendas russas de armamentos dispararam em 2013, diz estudo

As vendas de fabricantes russas de armamentos dispararam 20 % em 2013, resistindo a uma desaceleração que afetou outras indústrias do país, em grande parte graças aos esforços do Kremlin para modernizar suas forças militares, disse o grupo de estudos Sipri nesta segunda-feira.

Segunda, 15 de Dezembro de 2014 às 08:12, por: CdB
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Os dados da Rússia foram fortes o suficiente para desacelerar um declínio de três anos nas vendas globais de armas
As vendas de fabricantes russas de armamentos dispararam 20 %  em 2013, resistindo a uma desaceleração que afetou outras indústrias do país, em grande parte graças aos esforços do Kremlin para modernizar suas forças militares, disse o grupo de estudos Sipri nesta segunda-feira. Os dados da Rússia foram fortes o suficiente para desacelerar um declínio de três anos nas vendas globais de armas causado, principalmente, pela retirada dos Estados Unidos do Iraque e do Afeganistão, e da crise econômica na Europa, afirmou Siemon Wezeman, pesquisador do Sipri. - Estes notáveis aumentos nas vendas das companhias russas de armamentos, tanto em 2012 quanto em 2013, são, em grande parte, devido a investimentos ininterruptos de compras militares pelo governo russo durante os anos 2000 - acrescentou Wezeman. O presidente russo, Vladimir Putin, aumentou os gastos com defesa desde que chegou ao poder em 2000, vendo a reconstrução das forças armadas como uma parte central de suas tentativas para restaurar a posição da Rússia no cenário mundial. O estudo do Instituto Internacional de Estocolmo para Pesquisa da Paz (Sipri) sobre as 100 maiores fabricantes de armas do mundo, excluindo companhias chinesas, mostrou que a receita combinada caiu 2 % , para US$ 402 bilhões, em 2013, reduzindo o declínio de 4 %  apurado em 2012. As vendas de alguns dos maiores fornecedores do mundo nos Estados Unidos e no Canadá continuaram a cair. Na Europa Ocidental os dados foram misturados, com aumento das vendas na França, estabilidade na Grã-Bretanha e queda na Espanha e na Itália. Wezeman disse à agência inglesa de notícias Reuters que algumas das recentes quedas na Europa foram causadas por uma percepção de que antes havia menores riscos de ameaças militares. - Em 2014, a percepção de ameaça começou a mudar. As ações da Rússia acordaram muitos países europeus… e isso provavelmente vai se traduzir em compras adicionais em 2015 - acrescentou. A Rússia anexou a região da Crimeia, antes da Ucrânia, em março e potências ocidentais acusaram o país e apoiar e armar rebeldes separatistas no leste ucraniano - uma acusação negada por Moscou. No topo do ranking global estava a Lockheed Martin, seguida pela Boeing, ambas dos Estados Unidos, ao passo que a britânica BAE Systems ficou em terceiro. O Sipri registrou forte crescimento em alguns fornecedores em países emergentes, incluindo Coreia do Sul, Brasil e Turquia. Companhias com sede na China não são incluídas porque, segundo o grupo de estudos, faltam dados confiáveis.    
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