Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Vendas recordes ao exterior colocam o Rio entre maiores exportadores do país

As exportações fluminenses, que acumularam no ano passado US$ 18,7 bilhões, influenciadas principalmente pelas vendas recordes de petróleo (US$ 12,5 bilhões), levaram o Rio de Janeiro a atingir a 3ª posição entre os estados maiores exportadores do país. O fato ocorre pela primeira vez desde o início da série histórica, em 1991, disse o chefe da Divisão de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do estado (Firjan), Patrick Carvalho.(Leia Mais)

Domingo, 25 de Janeiro de 2009 às 10:30, por: CdB

As exportações fluminenses, que acumularam no ano passado US$ 18,7 bilhões, influenciadas principalmente pelas vendas recordes de petróleo (US$ 12,5 bilhões), levaram o Rio de Janeiro a atingir a 3ª posição entre os estados maiores exportadores do país. O fato ocorre pela primeira vez desde o início da série histórica, em 1991, disse o chefe da Divisão de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do estado  (Firjan), Patrick Carvalho.

– O Rio de Janeiro veio paulatinamente ganhando espaço ao longo dos anos. Para se ter uma idéia, em 2000,  ele ocupava a 9ª posição. Em 2007,  chegou à 4ª posição e, em 2008,  alcançou a 3ª colocação, pela primeira vez – disse.

O Estado suplantou o Rio Grande do Sul em valor embarcado, ficando atrás somente de São Paulo e de Minas Gerais. A participação nas vendas externas nacionais também foi recorde, com 9,5%.

O economista informou que o salto registrado pelas exportações fluminenses em 2008, com expansão de 30,7% sobre o ano anterior, decorreu também da diversificação  dos países compradores.

Já a análise de dezembro do ano passado revela que o petróleo foi o vilão das exportações do Rio, por conta da queda dos preços das commodities (produtos minerais e agrícolas comercializados no mercado internacional). As vendas do estado totalizaram em dezembro US$ 1,3 bilhão, ficando 23,4% abaixo do resultado obtido em dezembro de 2007.

Patrick Carvalho não faz nenhuma estimativa para o comportamento das vendas externas do estado em janeiro de 2009. Ele não crê que poderá haver recuperação nos preços do petróleo no mercado externo.

– No curto prazo, não acredito numa recuperação substancial do petróleo, dada a conjuntura econômica internacional – disse.

Ele admitiu, entretanto, que existe essa possibilidade. 

– Uma vez que haja a retomada do crescimento  mundial, isso impactará, sim, no preço do petróleo. A grande questão que se põe é com relação à incerteza sobre a crise internacional – afirmou.

Carvalho destacou que o Rio de Janeiro “não é refém do petróleo”. O Estado tem outros produtos e capacidade de expandir ainda mais sua entrada em países consumidores, assinalou.

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