Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Vendas no varejo sobem 0,5% em abril, segundo IBGE

As vendas no varejo brasileiro decepcionaram em abril, apesar de terem voltado a crescer na variação mensal depois de dois meses, ainda impactadas pela inflação elevada contaminando o consumo.

Quinta, 13 de Junho de 2013 às 08:54, por: CdB
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Consumidores examimam equipamento de som em loja da Casas Bahia, em São Paulo
As vendas no varejo brasileiro decepcionaram em abril, apesar de terem voltado a crescer na variação mensal depois de dois meses, ainda impactadas pela inflação elevada contaminando o consumo. Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, as vendas cresceram 0,5 % em abril ante março, abaixo do esperado pelo mercado, ainda mostrando retração nas vendas de supermercados. Na comparação com um ano antes, as vendas no varejo subiram 1,6%. Analistas ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters esperavam, pela mediana, alta de 1,40%  na comparação mensal e de 3,50%  na base anual. Segundo o IBGE, as vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registram queda de 0,5%  em abril sobre o mês anterior, após recuo de 2,1 %  em março e de 1,5%  em fevereiro. Sobre um ano antes, as vendas nestes segmentos caíram 5,4%  em abril. A resistência da inflação em patamares elevados afetou o setor varejista no início deste ano, pesando com força sobre as vendas dos supermercados e destacando a redução do poder de compra das famílias. Mas a desaceleração dos preços dos alimentos pode ajudar a aliviar essa pressão. Em maio, o IPCA registrou a menor alta em quase um ano, de 0,37%, mas ainda permaneceu no teto da meta do governo, de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos. O IBGE informou ainda que sete das dez atividades pesquisadas, incluindo o varejo ampliado, tiveram resultados positivos na comparação mensal, segundo o IBGE, mostrando alguma recuperação depois de as vendas varejistas não terem registrado variação em março, dado revisado após queda de 0,1%  divulgada anteriormente. Em fevereiro, as vendas caíram 0,4%. Em abril, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos tiveram alta de 6,4%  ante março, após queda de 1,7%  no mês anterior. Já as vendas de Livros, jornais, revistas e papelaria subiram 4,5%  após queda de 5,9 %  no mês anterior. Em abril, ainda segundo o IBGE, a receita nominal subiu 0,8 %  ante março, com alta de 10,4%  na comparação anual. No primeiro trimestre, o consumo que vinha sustentando a economia doméstica pouco contribuiu para alta de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) ante os três meses anteriores. No período, o consumo das famílias teve variação positiva de apenas 0,1%, o pior desempenho desde o terceiro trimestre de 2011. Diante desse cenário, o mercado vem reduzindo as expectativas de crescimento da economia neste ano, e elas já rondam o nível de 2,5 %. No comércio varejista ampliado que inclui o setor automotivo e material de construção as vendas registraram avanço de 1,9 %  em abril ante março, segundo o IBGE. Na comparação anual, houve aumento de 9,1%.
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