Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Vendas no varejo seguem em alta, embora menor do que previram analistas

As vendas no varejo brasileiro cresceram pelo sétimo mês seguido em setembro ao avançarem 0,5% ante agosto, porém o ritmo mostrou desaceleração e ficou abaixo do esperado.

Quarta, 13 de Novembro de 2013 às 13:19, por: CdB
economia12.jpg
As vendas no varejo brasileiro cresceram pelo sétimo mês
As vendas no varejo brasileiro cresceram pelo sétimo mês seguido em setembro ao avançarem 0,5% ante agosto, porém o ritmo mostrou desaceleração e ficou abaixo do esperado. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também informou nesta quarta-feira que sobre setembro de 2012 as vendas registraram crescimento de 4,1%, no pior desempenho para o mês neste tipo de comparação desde 2003 (-2,8%). A mediana das projeções de analistas ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters apontava para alta de 0,7% nas vendas em setembro ante o mês anterior e de 4,50% na comparação anual. Segundo o IBGE, os resultados mais fracos que o esperado são explicados pela combinação de inflação, câmbio e economia morna. – O comércio é resultado do comportamento econômico do país. Os números são positivos mas não no patamar que se esperava – avaliou o economista do IBGE Reinaldo Pereira. Médicos Na comparação mensal, cinco das oito atividades pesquisadas no varejo restrito tiveram crescimento. Os principais destaques foram outros artigos de uso pessoal e doméstico, com avanço de 2,4%, e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com alta de 1,3%. Já o avanço do setor de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, de 0,6%, foi afetado pela alta do dólar e pela inflação. Isso porque embora a alta dos preços tenha dado recentemente sinais de arrefecimento, a inflação vem sendo pressionada pelos alimentos. Em 12 meses até setembro, o IPCA acumulou alta de 5,86%, enquanto a alimentação em domicílio chegou a 8,7%, segundo o IBGE. – Os alimentos sobem menos mas ainda estão num nível elevado. E ainda teve o efeito da alta do trigo por problemas de oferta e do dólar. Isso encareceu os preços de macarrão, biscoito, pães e outros derivados – disse a economista do IBGE Aleciana Gusmão. Informática Na ponta oposta, tiveram resultados negativos equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com queda de 0,7%, seguido pelo recuo de 0,2% em móveis e eletrodomésticos. Ambos foram afetados pelo dólar alto, segundo o IBGE. Já as vendas no varejo ampliado --que incluem veículos e material de construção – mostraram queda de 0,7% em setembro ante agosto, com recuo de 5,1% nas vendas de veículos e motos, partes e peças. O IBGE também informou nesta manhã que a receita nominal teve alta de 0,8% em setembro ante agosto e avançou 10,6% sobre um ano antes, considerando o varejo restrito. "O resultado mostra acomodação do crescimento das vendas no varejo. (Mas) o consumo das famílias ainda é o grande pilar do crescimento econômico, embora tenha enfraquecido", afirmou o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, para quem o varejo deve encerrar o ano com alta de 5,5%, e a economia, com expansão de 2,1%.
Tags:
Edições digital e impressa