Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Vendas no varejo no Brasil sobem 0,8% em janeiro, mostra IBGE

As vendas no varejo brasileiro subiram 0,8% em janeiro sobre dezembro, em um resultado melhor do que o esperado mas insuficiente para compensar a forte queda vista no fim do ano passado.

Sexta, 13 de Março de 2015 às 07:42, por: CdB
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O IBGE informou que cinco das oito atividades pesquisadas no varejo restrito tiveram alta mensal no volume de vendas
As vendas no varejo brasileiro subiram 0,8% em janeiro sobre dezembro, em um resultado melhor do que o esperado mas insuficiente para compensar a forte queda vista no fim do ano passado. O resultado mensal do primeiro mês deste ano foi o mais forte para meses de janeiro desde 2012 (alta de 2,5%), mas isso depois de o setor ter visto as vendas recuarem 2,6% em dezembro sobre o mês anterior, interrompendo quatro meses seguidos de alta. Na comparação com o mesmo mês de 2014, as vendas varejistas avançaram 0,6% em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia a Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Ainda que tenha sido uma alta, esta é a leitura mais fraca para o mês em 12 anos, destacando a fraqueza vivida pelo setor em meio a um cenário de inflação alta e baixa confiança do consumidor. - Os setores que se destacaram tiveram influência de promoções e liquidações de telefones, iPads (tablets), TVs, roupas, visto que o Natal não foi muito bom para o comércio - explicou a coordenadora da pesquisa no IBGE, Juliana Vasconcellos, acrescentando que houve ainda o efeito da base muito fraca vista em dezembro. - Não dá para chamar o crescimento de janeiro de recuperação. O ambiente econômico continua o mesmo de dezembro -, completou. Ainda assim, os resultados de janeiro foram bem melhores do que as expectativas em pesquisa da agência inglesas de notícias Reuters, de queda de 0,5% na comparação mensal e de recuo de 0,9% na base anual. Receio O IBGE informou que cinco das oito atividades pesquisadas no varejo restrito tiveram alta mensal no volume de vendas, com destaque para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (12,3%) e móveis e eletrodomésticos (2,4%). Já as vendas de combustíveis e lubrificantes ficaram estagnadas em janeiro na comparação com dezembro. A receita nominal no varejo restrito, por sua vez, avançou 1,3% na comparação mensal e 6,4% na base anual. O volume de vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, subiu 0,6% em janeiro sobre o mês anterior, mas com queda de 0,5% nas vendas de Veículos e motos, partes e peças e recuo de 0,1% em Material de construção.. - O desempenho de segmentos como veículos e material de construção mostra uma saturação dos incentivos do governo, e ainda tem um receio das famílias em gastar mais e investir nesse ambiente desfavorável - completou Juliana. O ano de 2015 para o setor varejista brasileiro começou como terminou o anterior --com inflação alta, juros elevados e confiança do consumidor em deterioração, com piora do mercado de trabalho. Em fevereiro, o Índice de Confiança do Consumidor medido pela Fundação Getulio Vargas renovou a mínima histórica ao 4,9%. - O cenário para o consumo privado e as vendas no varejo no curto prazo continua restrito pelo fluxo moderado de crédito tanto de bancos privados quanto públicos, altos níveis de dívida das famílias, desaceleração da criação de empregos e do crescimento real do salário - apontou em nota o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina Alberto Ramos. Ele citou ainda taxas de juros elevadas, preços maiores de serviços públicos e transportes e confiança fraca dos consumidores como pesos para o varejo. Destaque da economia brasileira por cerca de uma década, o consumo das famílias já vem dando sinais de esgotamento há tempos, somando-se à fraqueza da produção industrial e levando economistas a projetarem na pesquisa Focus do Banco Central contração econômica neste ano de 0,66%. Matéria atualizada: 13h38 
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