As vendas no varejo e a receita do comércio cresceram em março em relação a fevereiro. Na passagem de um mês para o outro, o avanço foi de 0,3% e 0,5% respectivamente, o que representa a terceira alta consecutiva dos indicadores. Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram, no entanto, que na comparação com março de 2008, o crescimento das vendas foi de 1%, o pior desde novembro de 2003 (-0,2%). Nesta comparação, a receita cresceu 7,8%.
Em relação ao trimestre, a pesquisa mostra crescimento de 3,8% das vendas, que por outro lado, é o pior resultado da série junto com o indicador do segundo trimestre de 2005. Os resultados da pesquisa do comércio indicam ainda desaceleração do crescimento das vendas nos últimos 12 meses. No período o volume e a receita acumularam crescimento em 7,2% e 13,5%, respectivamente.
Bolsas
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava com ganhos modestos a abertura do pregão, após três sessões consecutivas de realização de lucros com a venda dos papéis muito valorizados. Desde o início da semana, alguns indicadores da economia norte-americana contribuiram para segurar a onda de alta nos pregões anteriores.
Os balanços de grandes empresas nacionais e estrangeiras, mostrando quedas nos lucros ou prejuízos, também deixam o investidor mais cauteloso. A taxa de câmbio voltou a cair e batia, no início da tarde, R$ 2,09.
Na Ásia, as bolsas de valores encerraram em queda nesta quinta-feira, após fracos dados de vendas no varejo dos Estados Unidos na véspera ressaltarem o longo caminho para uma recuperação econômica e levarem os investidores a realizar lucros. O recuo dos mercados acionários asiáticos acompanhou o declínio observado no pregão eletrônico de Wall Street depois que as vendas no varejo caíram inesperadamente em abril, sugerindo que os consumidores ainda sofrem com o desemprego, a queda nos preços de moradias e o crédito apertado.
– As vendas no varejo dos EUA apontam para uma contínua queda na maior economia do mundo – disse Y.S. Rhoo, analista de mercado da Hyundai Securities, em Seul.