A alta das vendas do comércio varejista brasileiro desaceleram em novembro, devido à base de comparação mais forte, mas a taxa de expansão acumulada no ano já beira 9%. As vendas subiram 6,44% em novembro sobre igual mês de 2003, no 12º mês seguido de expansão das vendas. Em outubro, o avanço havia sido de 8,46%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira.
- Houve desaceleração no ritmo de crescimento do setor entre outubro e novembro, em decorrência, basicamente, da melhora da base de comparação - disse o instituto em comunicado.
Entre as cinco principais atividades pesquisadas, quatro tiveram aumento de vendas. As de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo subiram 6,2%, as Móveis e eletrodomésticos cresceram 22,44%, as de Veículos, motos, partes e peças elevaram-se em 17,18% e as de Tecidos, vestuário e calçados avançaram 0,48%.
As vendas de Combustíveis e lubrificantes declinaram 0,03%. Apesar da desaceleração da alta de Móveis - que vinha superando 30% nos últimos meses -, esse é o setor com a maior variação no ano, de 26,95%.
- O setor foi favorecido pelas melhorias no crédito e na massa de salários, bem como pela demanda reprimida dos anos anteriores - afirmou o IBGE.
As vendas de Veículos têm o segundo melhor resultado, com alta de 17,7% até novembro e de 17,45% nos 12 meses, registrando o primeiro dado positivo após três anos de retração. No ano até novembro, as vendas acumulam avanço de 8,98% e nos últimos 12 meses, de 8,33%.
As vendas subiram em 26 das 27 unidades de Federação, com destaque para a alta em Rondônia, de 17,75%. Também tiveram variações significativas as vendas de Mato Grosso -avanço de 16,57% - e Alagoas - de 14,26%.
Em São Paulo, a alta foi de 5,62%. A única queda foi apurada em Roraima, de 3,98%. O IBGE acrescentou que a receita nominal subiu 12,19% em novembro sobre igual mês de 2003, acumulando no ano alta de 12,23% e nos últimos 12 meses, de 12,08%.