Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Vendas no varejo desaceleram alta a 0,4% em setembro

As vendas no varejo brasileiro desaceleraram a alta a 0,4% em setembro, na comparação com o mês anterior, com pior desempenho em importantes atividades e que corroboram o fraco momento da economia brasileira.

Sexta, 14 de Novembro de 2014 às 09:17, por: CdB

As vendas no varejo brasileiro desaceleraram a alta a 0,4% em setembro, na comparação com o mês anterior, com pior desempenho em importantes atividades e que corroboram o fraco momento da economia brasileira.

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Em agosto, as vendas haviam subido 1,2% na comparação mensal e recuado 1% na anual, em números revisados
Na comparação com um ano antes, as vendas avançaram 0,5%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Em agosto, as vendas haviam subido 1,2% na comparação mensal e recuado 1% na anual, em números revisados. Pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters apontou que a expectativa era de que as vendas subissem 0,40% em setembro na base mensal e 0,70% na anual. - Não dá para falar ainda em recuperação. São dois meses de alta depois de duas quedas fortes - afirmou a coordenadora da pesquisa, Juliana Paiva. No trimestre, as vendas tiveram queda de 0,4 em relação ao segundo trimestre, que já havia recuado 0,9%. O IBGE informou que o volume de vendas em quatro das oito atividades pesquisadas no varejo restrito subiram em setembro na comparação mensal, mesmo com menos intensidade, com destaque para os segmentos de móveis e eletrodomésticos (1,8%, ante 1,9% em agosto) e combustíveis e lubrificantes (0,7%, sobre 1,7%). Na ponta oposta, importantes categorias de uso mostraram retração, como hipermercados e supermercados (-0,3%, ante alta de 0,1%) O IBGE informou ainda que a receita nominal do varejo teve alta de 0,70% em setembro sobre o mês anterior, com avanço de 6,9% na base anual. Já o volume de vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, subiu 0,5% em setembro sobre o mês anterior, impulsionado por material de construção. Em agosto, na base mensal, o comércio varejista ampliado havia recuado 0,4%. A fraqueza das vendas no varejo foi um dos fatores que levaram o país a entrar em recessão técnica no primeiro semestre. Economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central veem crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 0,20% neste ano, bem abaixo dos 2,5% vistos em 2013. As expectativas não deram sinais de melhora. Em outubro, o Índice de Confiança do Comércio medido pela Fundação Getúlio Vargas acelerou a queda a 10,3% na média do trimestre encerrado no mês passado. No resultado anterior, sobre o período de três meses encerrados em setembro, o indicador teve queda de 8,7%. Além da atividade fraca, começará a pesar ainda mais o custo dos empréstimo, já que o BC iniciou no mês passado mais um ciclo de aperto monetário ao elevar a Selic a 11,25% ao ano.

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